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Economista já acusado por ex é investigado por novas agressões contra influenciadora em Nova Lima

Boletim de ocorrência relata que João Bráulio Faria de Vilhena Filho, de 33 anos, é investigado por agressões físicas, ameaças de morte e violência sexual e psicológica contra a empresária e influenciadora Pollyana Pilar após festa de Réveillon na Grande BH; ele já havia sido denunciado por outra ex-namorada, que tinha medida protetiva depois revogada pelo MP

03/01/2026 às 07:17 por Redação Plox

Um boletim de ocorrência registrado por uma ex-namorada de João Bráulio Faria de Vilhena Filho, de 33 anos, revela que ele já havia perseguido e agredido fisicamente uma jovem de 22 anos, em setembro de 2025. Na ocasião, o suspeito teria dito à vítima que, se ela fosse dele, não seria de mais ninguém.

Empresária de BH diz que foi espancada por ex-companheiro na noite de Ano Novo

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Foto: Reprodução


O economista voltou a ser denunciado nesta quinta-feira (1°) pela empresária e influenciadora Pollyana Pilar, de 25 anos, que afirma ter sido alvo de agressões físicas, ameaças de morte, além de violência psicológica e sexual, após uma festa de Réveillon em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Relacionamento anterior e medidas protetivas

A ex-companheira de 22 anos manteve um relacionamento de cerca de três meses com o economista. Ela chegou a obter uma medida protetiva contra João, válida de setembro até o fim de novembro de 2025, alegando ter sofrido socos, tapas, chutes, puxões de cabelo e estrangulamento.

No boletim de ocorrência, ao qual a Itatiaia teve acesso, a jovem relatou que, após o término, passou a ser alvo de ameaças e de comportamentos insistentes motivados por ciúmes. Segundo o documento, João teria passado a persegui-la e vigiá-la em locais que ela costumava frequentar, além de impor restrições às visitas a familiares e amigos e enviar ligações, mensagens e e-mails de forma recorrente.

A empresária e influenciadora Pollyana Pilar denunciou ter sido vítima de agressões físicas, ameaças de morte, violência psicológica e sexual cometidas pelo então companheiro, João Bráulio Faria de Vilhena Filho

A empresária e influenciadora Pollyana Pilar denunciou ter sido vítima de agressões físicas, ameaças de morte, violência psicológica e sexual cometidas pelo então companheiro, João Bráulio Faria de Vilhena Filho

Foto: Reprodução


Um documento do Ministério Público aponta que a medida protetiva foi revogada em novembro de 2025, sob a justificativa de que a situação de risco que motivou a adoção das medidas cautelares não existia naquele momento.

Pollyana sabia de relato de agressões anteriores

Pollyana, que se apresenta como empresária e influenciadora, contou em entrevista à Itatiaia que tinha conhecimento das denúncias feitas pela ex-namorada de 22 anos e chegou a procurar a jovem para entender o histórico de violência atribuído ao economista. Segundo o relato, a ex-companheira teria dito que foi espancada três vezes, jogada de uma escada e que ele teria tentado asfixiá-la.

Nova denúncia após festa de Réveillon

De acordo com Pollyana, o relacionamento com João começou no fim de 2025. Os dois moram no mesmo prédio, em Nova Lima, na Grande BH. Após as festas de Ano Novo, na madrugada de quinta-feira (1°), um boletim de ocorrência registra que o economista agrediu a então companheira. Ela relata que, ao lembrar da história da ex, pensou que poderia morrer durante o ataque.

Segundo a empresária, tudo aconteceu durante a madrugada, depois que o casal deixou uma festa. João teria ficado irritado porque Pollyana queria ir embora e, ainda conforme o relato, ele havia consumido bebida alcoólica. Dentro do carro, o economista teria xingado a companheira e a obrigado a dormir em seu apartamento. Imagens de um circuito de segurança mostram os dois discutindo no andar em que ele mora, enquanto Pollyana tenta deixar o local.

No apartamento, ela afirma que foi forçada a manter relações sexuais, mesmo dizendo que não queria. Em seguida, ao tentar ir embora, abriu o guarda-roupa e uma peça do móvel se soltou, o que, segundo Pollyana, desencadeou uma sequência de agressões físicas e xingamentos. Ela conta que foi jogada no chão com violência e alvo de ofensas contra ela e sua família.

O boletim de ocorrência registra ainda que o agressor teria impedido a saída de Pollyana, condicionando a liberação à tentativa de conserto do guarda-roupa, enquanto continuava com ameaças graves, inclusive contra uma familiar idosa da vítima, caso ela gritasse ou chamasse ajuda.

Fuga, atendimento médico e registro do caso

Com medo, Pollyana passou a gritar por socorro e correu para a guarita do prédio, orientada por um porteiro. O funcionário acionou a polícia duas vezes e, na segunda ligação, alertou para o risco de uma tragédia caso a viatura não chegasse rapidamente.

Pouco depois, João deixou o condomínio de carro e enviou mensagens informando que tentaria contra a própria vida. A vítima foi levada a um hospital, onde passou por exames de imagem e recebeu medicação. Ela relata sentir fortes dores no braço e na coluna. O suspeito não foi preso em flagrante porque saiu do local antes da chegada da polícia e não respondeu às tentativas de contato feitas por policiais e familiares de Pollyana.

Investigação da Polícia Civil

Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que apura as circunstâncias do caso de violência doméstica registrado pela Polícia Militar em Nova Lima, no dia 1° de janeiro, e que, até o momento, ninguém foi conduzido à delegacia. Segundo a corporação, outras informações poderão ser divulgadas após a conclusão dos procedimentos de polícia judiciária.

Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 190, em situações de emergência, ou pelo Disque 180, serviço que funciona 24 horas por dia e oferece orientação e encaminhamento para a rede de proteção às mulheres.

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