Política

Zema comemora captura de Maduro e elogia ofensiva dos EUA contra regime chavista

Governador de Minas Gerais afirma que saída de Maduro pode restaurar normalidade institucional e econômica na Venezuela, em contraste com Lula, que condenou ataques norte-americanos e cobrou ação da ONU

03/01/2026 às 11:26 por Redação Plox

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), usou as redes sociais neste sábado (3/1) para comemorar a ofensiva norte-americana que levou à captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Alinhado a lideranças brasileiras de direita, ele afirmou que o governo do líder venezuelano “mostrou os efeitos trágicos de regimes autoritários” e desejou que a queda de Maduro permita que o povo do país “finalmente reencontre paz”.

Governador Romeu Zema usou as redes sociais para celebrar a captura de Maduro

Governador Romeu Zema usou as redes sociais para celebrar a captura de Maduro

Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados


Zema defende reabertura da Venezuela

Em publicação na rede social X, Zema disse esperar que a mudança de cenário político no país vizinho resulte na retomada da normalidade institucional e econômica. Para o governador, a saída de Maduro pode abrir caminho para um novo ciclo de oportunidades à população venezuelana.

Segundo o chefe do Executivo mineiro, o regime chavista teria isolado a Venezuela do mundo, destruído a economia e expulsado milhões de cidadãos, que buscaram refúgio em outros países da América Latina.

Na mesma mensagem, ele declarou que deseja ver o país vizinho “se abrir novamente, com liberdade, responsabilidade, democracia e oportunidades reais para sua população reconstruir a própria história”.

Posição de Zema contrasta com a do governo Lula

As manifestações de Romeu Zema, que também é pré-candidato à Presidência da República, vão na direção oposta à posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que condenou de forma contundente os ataques dos Estados Unidos à Venezuela ocorridos neste sábado.

Enquanto o Palácio do Planalto critica a ofensiva norte-americana, setores da direita brasileira celebram o enfraquecimento do governo Maduro e veem desdobramentos políticos para a região. Entre esses nomes está o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se encontra nos EUA e avaliou que a ação comandada por Donald Trump pode ter reflexos em outros governos de esquerda na América do Sul, como o de Lula.

O senador mineiro Cleitinho (Republicanos) também se posicionou publicamente, cobrando que o governo federal adote uma postura favorável à iniciativa de Trump em solo venezuelano. Já o senador Sergio Moro celebrou o que descreveu como possível queda do regime de Caracas e escreveu que o fim de Maduro seria melhor “para a Venezuela e para o mundo”.

Reações no cenário político brasileiro

A ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela e a captura de Nicolás Maduro intensificaram a polarização no debate político brasileiro. De um lado, integrantes do governo Lula e partidos de esquerda condenam a ação militar e defendem resposta firme da comunidade internacional. De outro, lideranças da direita, como Zema e aliados, aplaudem o enfraquecimento do regime chavista e associam o episódio a um recado para outros governos de esquerda na região.

No campo diplomático, o presidente Lula cobrou atuação da Organização das Nações Unidas (ONU) e afirmou que a resposta global aos ataques contra a Venezuela deve ser “vigorosa”. Já oposicionistas ao governo federal insistem em uma mudança de postura do Brasil, defendendo apoio explícito às ações dos EUA no país vizinho.

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