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    Gaeco investiga propina para Eduardo Cunha

    Segundo as investigações, havia um esquema para reduzir o percentual do imposto que refletia sobre querosene de avião no Distrito Federal.

    Por Plox

    03/02/2021 13h29 - Atualizado há 9 meses

    Na manhã desta quarta-feira (03), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) deflagrou uma operação para investigar suposto pagamento de propina para o ex-vice-governador Tadeu Filippelli e o ex-deputado federal Eduardo Cunha.

    Segundo as investigações,  eles estavam envolvidos em um esquema para reduzir o percentual do imposto que refletia sobre querosene de avião no Distrito Federal.

    A redução de 25% para 12% foi aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. As empresas de transporte aéreo, Gol e Latam, teriam feito os repasses ilegais.

    A empresa administrada pela esposa de Cunha, C3 Atividades de Internet LTDA, teria recebido a propina e transferido ao doleiro Lúcio Funaro.

    Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

    As investigações foram deflagradas a partir de informações prestadas pelo doleiro, em delação premiada, segundo a Polícia Federal. O operador de propina para Filippelli seria Afrânio Souza, que teria recebido por meio da Objetiva Consultoria e Participações e o ex-vice-governador teria utilizado a compra de imóveis em Taguatinga para lavar dinheiro.

    De acordo com a PF, o empresário Henrique Constantino, da Gol, também estaria envolvido no esquema e teria pago propina para a empresa obter sucesso na liberação de empréstimo na Caixa Econômica Federal e na desoneração da folha de pagamento dos empregados do setor aéreo e rodoviário.

     Em nota, a defesa de Cunha alegou:

    "A operação de hoje é um retorno ao famigerado período das pirotecnias acusatórias. Não há dúvida de que se trata de algo fabricado politicamente, com o intuito de retaliar, de forma injusta, alguém que vem cumprindo rigorosamente todas as condições que lhe foram impostas pela Justiça ao conceder a prisão domiciliar. Não se buscou nem mesmo disfarçar tamanha ilegalidade. Os próprios investigadores confessam que os fatos, os quais não guardam qualquer relação com Eduardo Cunha, são antigos, não passam de 2014. A defesa do ex-deputado confia nas instâncias superiores do Poder Judiciário para corrigir tamanha ilegalidade."

     A operação também está sendo realizada em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás,  com o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão. 

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