Anvisa manda recolher leite condensado e suspende suplementos e glitter decorativo por risco à saúde
Decisão atinge lote do La Vaquita reprovado em teste para Staphylococcus aureus, além de produtos com origem desconhecida, falta de licença e ingredientes sem comprovação de segurança.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento e a suspensão de uma série de produtos considerados inseguros, que vão de leite condensado a suplementos alimentares e itens decorativos usados em alimentos, como glitter. As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União e atingem diferentes marcas e fabricantes. Confira na Live.
Leite condensado reprovado em teste microbiológico
O leite condensado semidesnatado La Vaquita teve o lote 183/3 B interditado após reprovação no teste microbiológico Estafilococos Coagulase Positiva (ECP), em análises fiscais realizadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels.
O exame mede a quantidade da bactéria Staphylococcus aureus em alimentos, bebidas e embalagens. Em níveis elevados, esses microrganismos podem causar intoxicação alimentar e provocar desde infecções simples, como acnes, furúnculos e celulites, até quadros graves, como pneumonia, meningite, endocardite e sepse.
A Anvisa atribuiu o leite condensado La Vaquita à empresa Apti Alimentos. A companhia, porém, divulgou nota oficial informando que o produto não integra seu portfólio e que a associação feita pela agência teria sido equivocada.
Suplementos com origem desconhecida e promessa enganosa
A Anvisa identificou irregularidades nos suplementos Glicojax e Durasil, apontando que ambos têm origem desconhecida e recorrem a propagandas enganosas.
No caso do Glicojax, o produto é divulgado como tendo benefícios terapêuticos, entre eles auxílio no controle da glicose sanguínea, suporte cardiovascular, suporte à saúde metabólica e controle da diabetes. Segundo a agência, essas alegações não têm comprovação científica.
O suplemento em gotas da marca Durasil é anunciado com a promessa de aliviar dores e melhorar a função erétil, também sem fabricante identificado. Apesar das irregularidades apontadas, plataformas de vendas online, como Shopee e Mercado Livre, seguem ofertando o produto.
Empresa tem todos os suplementos suspensos
Todos os suplementos produzidos pela Livs Brasil foram suspensos. De acordo com a Vigilância Sanitária Municipal de Olímpia (SP), a empresa não possui licença sanitária e não cumpre as Boas Práticas de Fabricação, o que coloca os consumidores em risco.
Glitter e pó decorativo em alimentos também entram na mira
Na semana anterior, a Anvisa havia proibido todos os lotes de pó e glitter decorativos da marca Art Decor, fabricados por Mariceia de Oliveira Carneiro. A decisão se baseou na presença de ingredientes desconhecidos e sem comprovação de segurança para uso em alimentos.
Os itens são utilizados como ingrediente em preparações alimentícias. Mesmo após a proibição, os produtos ainda eram encontrados no site da empresa e em plataformas de comércio eletrônico.
Orientação ao consumidor e canais de denúncia
A Anvisa orienta que consumidores denunciem produtos irregulares pelos canais oficiais da agência, como a Ouvidoria ou o telefone 0800 642 9782.
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