Polícia apura se bebê de 11 meses já estava morto antes de ataque de pitbull em Socorro (SP)
Imagens mostram cão arrastando a criança; médica apontou sinais de agressões anteriores e caso passou a ser tratado como homicídio culposo, além de omissão de cautela e maus-tratos
03/02/2026 às 07:34por Redação Plox
03/02/2026 às 07:34
— por Redação Plox
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A Polícia Civil investiga se o bebê de 11 meses já estava morto antes de ser atacado por um cachorro da raça pitbull no quintal de casa, em Socorro (SP). A linha de apuração considera indícios de maus-tratos anteriores à ação do animal. Uma câmera de segurança de um vizinho registrou o momento em que a criança é arrastada pelo cão.
Bebê de 11 meses morre após ataque de pitbull em Socorro; Polícia Civil vai apurar possível negligência e omissão
Foto: Arquivo pessoal
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar informou que a médica responsável pelo atendimento no Hospital Municipal de Socorro constatou sinais de agressões anteriores no corpo do bebê.
Segundo a PM, a residência onde viviam a criança, o padrasto e a mãe foi descrita como “insalubre, com sujeira e ratos”. Ainda conforme o registro policial, testemunhas relataram à Polícia Civil que a mãe do menino seria usuária de drogas. Ela e o padrasto são investigados. Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso.
Como ocorreu o ataque do pitbull
O ataque aconteceu em uma casa localizada na Estrada Luiz Corozolla. O boletim de ocorrência relata que o pitbull, de propriedade do padrasto, ficava solto no quintal. A criança estava em uma pequena cadeira no mesmo espaço quando foi atacada e arrastada pelo animal.
O padrasto relatou à Polícia Militar que tentou fazer o cachorro soltar o bebê usando um golpe de faca superficial. O animal foi recolhido pelo canil da Guarda Municipal e deverá ser encaminhado a uma ONG.
Investigação e enquadramentos legais
Inicialmente, o caso foi registrado na delegacia de Socorro como morte suspeita. Depois, a classificação foi alterada para homicídio culposo, omissão de cautela na guarda/condução de animais e maus-tratos.
Nesta segunda-feira (2), duas testemunhas prestaram depoimento à Polícia Civil. As diligências seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte do bebê e a possível prática de maus-tratos anteriores ao ataque do cão.