Corpo de corretora Daiane, morta pelo síndico, será sepultado em MG

Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi identificada no IML de Goiânia e a família organiza a transferência para Minas; polícia aponta síndico como suspeito

03/02/2026 às 17:04 por Redação Plox

O corpo da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, que estava no Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, foi liberado à família nesta terça-feira (3/2), após a conclusão da necrópsia.


O trâmite para o sepultamento se refere ao traslado do corpo para Minas Gerais, que será feito após a verificação dos procedimentos legais

O trâmite para o sepultamento se refere ao traslado do corpo para Minas Gerais, que será feito após a verificação dos procedimentos legais

Foto: Reprodução

Com a liberação, os familiares iniciaram os trâmites burocráticos e a organização da documentação necessária para a transferência do corpo para Uberlândia (MG), onde será realizado o funeral.

A informação foi confirmada ao Metrópoles pelo advogado da família de Daiane, Plínio Mendonça.

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) mantém as investigações sobre a morte da corretora, assassinada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, e encontrada morta em uma área de mata em Caldas Novas (GO), após 43 dias de desaparecimento.

Segundo o advogado, o velório e o sepultamento ocorrerão em Uberlândia porque a família de Daiane reside em Minas Gerais. Ainda de acordo com ele, os parentes providenciam a autorização para o traslado do corpo de Goiânia para o estado mineiro.

Liberação do corpo e confirmação por exame de DNA

A autorização para retirada do corpo de Daiane foi concedida pelo IML após a confirmação de identidade por exame de DNA. O cadáver encontrado na mata foi identificado como sendo o da corretora a partir da comparação com material genético coletado da mãe dela, Nilse.

O processo para o sepultamento envolve o traslado do corpo, que será feito após a conferência dos procedimentos legais. A família conta com o apoio de um plano funerário, serviço de assistência responsável por subsidiar custos e organizar as etapas burocráticas e logísticas do funeral.

Desaparecimento e descoberta do crime

Daiane foi vista pela última vez na noite de 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do prédio em que morava para verificar um problema de corte de energia em seu apartamento.

Com o desaparecimento, familiares registraram boletim de ocorrência e iniciaram buscas em hospitais, UPAs e entre conhecidos, mas não encontraram pistas.

Alguns dias depois, uma amiga da família enviou um vídeo em que Daiane aparece tentando resolver um problema no fornecimento de energia em um dos apartamentos que ela administrava em Caldas Novas, onde foi vista pela última vez. Nas imagens, a corretora entra e sai do elevador do prédio.

Câmeras de segurança mostram a porta do elevador se abrindo no subsolo e Daiane deixando o equipamento. A partir desse momento, não houve mais registros da presença dela até a localização do corpo na área de mata.

Durante a investigação, a PCGO identificou o síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, como autor do crime. Ele é apontado como a pessoa que escondeu o corpo da corretora na região de mata.

Causa da morte e investigação em andamento

A polícia trabalha com a hipótese de que um disparo de arma de fogo tenha causado a morte de Daiane. De acordo com a defesa da família, a corretora foi encontrada com uma bala alojada na cabeça.

Não está esclarecido onde o disparo ocorreu, já que, no condomínio, ninguém relatou ter ouvido tiros na noite do desaparecimento, em 17 de dezembro.

Peritos fizeram buscas por vestígios de sangue no chão do prédio e no carro do síndico, mas até o momento não há divulgação de resultados sobre a identificação desse material. A arma utilizada no crime também não foi apresentada às autoridades.

Diversas diligências estão sendo realizadas com o objetivo de esclarecer completamente as circunstâncias do fato, e a apuração aguarda a conclusão de laudos periciaisPCGO

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