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A morte do médico Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, encontradao sem vida em casa em janeiro deste ano, desencadeou uma disputa judicial em torno da herança deixada por ele. Entre os bens, estão ao menos dois imóveis no Campo Belo, na Zona Sul de São Paulo.
De um lado, estão os sobrinhos do médico, Suzane e Andreas von Richthofen. Do outro, a prima dele, Carmem Silvia Magnani, que afirma ter mantido união estável com Miguel e busca o reconhecimento dessa relação na Justiça.
Condenada por mandar matar os pais em 2002, Suzane teve o tio Miguel como responsável pela administração dos bens de Andreas até que o sobrinho atingisse a maioridade.
O caso também envolve apurações sobre a causa da morte do médico e a investigação de um suposto furto de itens do espólio, como móveis, eletrodomésticos, documentos e dinheiro, após uma invasão ao imóvel onde ele vivia.
O principal ponto em discussão é quem terá direito à herança de Miguel Abdalla Netto e quem ficará responsável por conduzir o inventário. O médico não era casado oficialmente e não deixou filhos.
Entre os bens estão, ao menos, dois imóveis no bairro do Campo Belo. De um lado, os sobrinhos Suzane e Andreas pleiteiam a herança; de outro, a prima Carmem tenta o reconhecimento de união estável na Justiça para ser incluída como herdeira.
A causa exata da morte de Miguel ainda não foi esclarecida. Aos 76 anos, ele foi encontrado morto em 9 de janeiro, na sala da casa onde morava.
A Polícia Civil trata o caso como morte suspeita enquanto aguarda a conclusão dos laudos da Polícia Técnico-Científica. A principal hipótese até agora é de morte natural, possivelmente por infarto, mas a investigação permanece em curso. *
Carmem Silvia Magnani é prima de Miguel e afirma ter vivido com ele em união estável entre 2011 e 2015, período em que diz ter mantido relação como companheira, e não apenas como parente.
Em vida, Miguel negava ter mantido relacionamento amoroso com a prima e dizia ter permitido que ela morasse em um de seus imóveis porque ela precisava de ajuda financeira.
Para ter direito à herança, Carmem depende de que a Justiça reconheça a existência de união estável com Miguel. O processo em que ela pede esse reconhecimento ainda está em andamento.
Em outra ação judicial, o médico havia solicitado a reintegração de posse de um apartamento ocupado por Carmem. Em 2024, a Justiça determinou que ela deixasse o imóvel e pagasse aluguel pelo período em que viveu no local.
O eventual reconhecimento da união estável é considerado um ponto decisivo para que ela possa ser incluída como herdeira.
Pela legislação, sobrinhos podem herdar bens de tios na ausência de cônjuge e de filhos, desde que ingressem com pedido na Justiça. Nesse contexto, Suzane e Andreas podem pleitear a partilha do patrimônio deixado por Miguel.
Ainda não há confirmação sobre a existência de testamento, o que pode impactar diretamente a forma de divisão dos bens. Embora Suzane tenha sido excluída da herança dos próprios pais por decisão judicial em 2015, essa restrição não se estende automaticamente ao espólio do tio.
A Polícia Civil também apura uma denúncia de furto na casa onde Miguel foi encontrado morto. De acordo com o boletim de ocorrência, o imóvel teria sido invadido após a morte do médico, com troca de fechaduras e retirada de bens sem autorização judicial.
Entre os itens levados estariam móveis, eletrodomésticos, documentos, dinheiro e um carro pertencente ao espólio. A investigação busca identificar quem teve acesso ao imóvel e se houve irregularidades na retirada dos objetos.
O andamento do caso depende de decisões tanto na esfera policial quanto na judicial. A Polícia Civil aguarda os laudos periciais para esclarecer a causa da morte de Miguel e prossegue na apuração sobre o furto de bens.
Paralelamente, a Justiça deverá definir quem será o responsável pelo inventário e se haverá ou não reconhecimento de união estável entre Carmem e o médico. Só após essas definições será possível avançar na partilha da herança e na destinação final dos bens deixados por Miguel Abdalla Netto.