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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho para uma onda de calor que deve atingir 511 municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná a partir desta terça-feira (3/2). O aviso atinge principalmente o interior dos três Estados e deixa mais de 6,5 milhões de pessoas em situação de atenção.
As áreas mais afetadas serão as regiões oeste e norte de Santa Catarina; sudoeste, noroeste, nordeste e centro do Rio Grande do Sul; e as regiões sudoeste, centro e sudeste do Paraná. As capitais Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, assim como o litoral dos três Estados, ficam fora da área diretamente impactada pela onda de calor.
Onda de calor apresenta situação de "grande perigo", segundo o Inmet
Foto: Freepik
De acordo com dados do IBGE, a população dos 511 municípios sob alerta supera 6,5 milhões de habitantes.
O alerta vermelho é o nível de maior gravidade na escala do Inmet e indica situação de grande perigo, com potencial para impactos significativos à saúde e ao bem-estar da população.
Para esses municípios da Região Sul, o aviso de onda de calor vale até sexta-feira (6/2). Em situações de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199.
Segundo critérios recomendados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e adotados pelo Inmet, considera-se onda de calor quando as temperaturas máximas ficam pelo menos 5°C acima da média histórica por cinco dias ou mais consecutivos.
Para outras áreas do Brasil, o Inmet prevê que as temperaturas devem ficar acima da média em grande parte do território ao longo de fevereiro.
Nas regiões Norte e Sudeste, há expectativa de chuvas acima da média durante o mês. Já no Sul e no Centro-Oeste, a previsão é de chuvas abaixo da média histórica.
O Inmet alerta que ondas de calor elevam o risco de desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias.
Sensações de cansaço, lentidão, tontura e mal-estar podem indicar que o organismo está com dificuldade para lidar com o excesso de calor, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
Quando o corpo é submetido a estresse térmico, ou seja, exposto a temperaturas extremas, passa por uma série de adaptações fisiológicas para tentar manter a temperatura interna estável.
Em situações de calor intenso, a primeira reação é aumentar a perda de calor por meio do suor e da dilatação dos vasos sanguíneos periféricos, o que favorece a troca de calor com o ambiente.
Entretanto, em temperaturas muito elevadas, sobretudo em condições de alta umidade, o mecanismo de resfriamento pelo suor perde eficiência. Isso pode levar ao superaquecimento do corpo, insolação e até danos a órgãos.
A recomendação das autoridades é reforçar a hidratação, evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes do dia e procurar ambientes ventilados sempre que possível. Diante de sintomas mais intensos, a orientação é buscar atendimento médico ou acionar a Defesa Civil.
Enquanto o Sul enfrenta a onda de calor, a Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu alerta para risco de chuvas persistentes, acompanhadas de raios, rajadas de vento e possibilidade de queda de granizo em diversas regiões paulistas.
Segundo o órgão, as precipitações mais intensas são esperadas para esta terça-feira (3/2), principalmente no oeste do estado, próximo à divisa com o Paraná.
Modelos meteorológicos indicam forte chuva nas regiões do Vale do Ribeira, Itapeva, Sorocaba e Bauru.
A Defesa Civil informou que o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) manterá plantão 24 horas durante o período. O Gabinete de Crise funcionará em formato remoto, com todas as concessionárias mobilizadas, e poderá passar para a modalidade presencial caso a situação se agrave.