Polícia conclui inquérito sobre queda de recém-nascida em UTI e responsabiliza funcionária em Araçatuba

Bebê caiu dentro da Santa Casa em maio de 2025, sofreu traumatismo craniano e coágulo no cérebro, mas se recuperou; caso foi encaminhado à Justiça

03/02/2026 às 12:25 por Redação Plox

A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava a queda de uma bebê recém-nascida dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Araçatuba (SP). O caso aconteceu em maio de 2025, quando a criança tinha apenas cinco dias de vida e estava em uma incubadora.

Conforme o inquérito policial, concluído recentemente, a funcionária não poderia ter se ausentado sem deixar alguém na sala.

Conforme o inquérito policial, concluído recentemente, a funcionária não poderia ter se ausentado sem deixar alguém na sala.

Foto: Divulgação.



A bebê sofreu traumatismo craniano e apresentou um coágulo no cérebro, mas conseguiu se recuperar e recebeu alta médica. Com o fim das apurações, a polícia responsabilizou uma funcionária da UTI pelo crime de lesão corporal culposa, caracterizado quando não há intenção.

Investigação aponta falha em procedimento na UTI

De acordo com o inquérito, a funcionária não poderia ter se ausentado da sala sem deixar outra pessoa responsável pelo ambiente. Ainda assim, em sua defesa, a mulher relatou que saiu do local e, ao retornar, encontrou a recém-nascida caída no chão.


A Polícia Civil também concluiu que a profissional não tinha autorização para se afastar da sala sem supervisão, reforçando a falha no procedimento adotado na ocasião.

Versão inicial é descartada por perícia

Inicialmente, a suspeita afirmou que a bebê teria caído após passar sozinha por uma das duas portinholas da incubadora, pequenas aberturas usadas para manusear o bebê. Porém, um laudo pericial descartou essa hipótese e afastou a possibilidade de a criança ter chegado ao chão apenas por essa passagem.


Mesmo com a conclusão do inquérito, a polícia não conseguiu determinar com precisão como ocorreu a queda. A ausência de câmeras de monitoramento na sala em que o episódio aconteceu dificultou a reconstituição dos fatos.

Possíveis cenários para a queda da bebê

No relatório final, foram levantadas duas possibilidades principais para explicar o que aconteceu: a funcionária pode ter deixado a criança cair no chão ou ter deixado a incubadora aberta. Normalmente, a porta da incubadora é destravada apenas para colocar o bebê dentro do equipamento.

Próximos passos na esfera judicial

Com a conclusão das investigações, o inquérito foi encaminhado à Justiça. A partir de agora, caberá ao Ministério Público decidir se oferece denúncia contra a funcionária com base nas evidências colhidas pela Polícia Civil.

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