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Após a confirmação de que o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Arthur Cerqueira Valério, deixará o cargo nesta semana, começaram as articulações em Brasília para definir o nome que ocupará o segundo posto mais importante da pasta.
Foto: Divulgação/Senado
Internamente, o favorito para assumir a função é o atual secretário de Transição Energética e Planejamento, Gustavo Ataíde, segundo pessoas que participam das discussões. Servidor de carreira, ele conta com o apoio direto do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
O PT também se movimenta para influenciar a escolha e trabalha com dois nomes para o posto. Um deles é Nelson Hubner, que já foi ministro e secretário-executivo do MME nos governos Lula e Dilma, acumulando experiência na condução da política energética federal.
O outro cotado pelo partido é Mauricio Tolmasquim, que ocupou a diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras entre maio de 2023 e maio de 2025. Ele também presidiu a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) entre janeiro de 2005 e julho de 2016, período marcado por mudanças estruturais no planejamento do setor.
De acordo com pessoas próximas ao atual secretário-executivo, Arthur Valério decidiu deixar o cargo para atuar na iniciativa privada, movimento que abre espaço para uma nova composição de forças dentro do MME.
Apesar da pressão interna do PT, as chances de o partido emplacar um nome próprio são consideradas reduzidas. A avaliação majoritária é de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve endossar a indicação de Alexandre Silveira, com quem mantém relação próxima no governo.
Nos bastidores, a permanência de Silveira no comando do ministério também é tratada como temporária. A expectativa é de que o ministro deixe o cargo em breve para disputar uma vaga no Senado por Minas Gerais. Atualmente, ele é filiado ao PSD, legenda pela qual deve concorrer nas eleições.