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    Polícia prende suspeito de furto de carga de carvão mineral no Vale do Aço

    Mais dois suspeitos foram presos em outras cidades mineiras. Durante a operação os policiais encontraram cerca de R$ 60 mil em dinheiro e uma arma de fogo

    Por Plox

    03/03/2021 12h31 - Atualizado há 8 meses

    Nessa terça-feira (2), a Polícia Civil (PC) de Minas Gerais prendeu três indivíduos acusados de furto mediante fraude a cargas de carvão mineral, e encontrou cerca de R$60 mil em dinheiro, uma arma de fogo e um aparelho celular. Um dos indivíduos foi preso em Timóteo, na região do Vale do Aço.

    Segundo a PC, esse é o resultado da operação realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que desmantelou uma organização criminosa especializada em subtrair carvão tipo ‘coque’ no Estado. A ação foi deflagrada pela equipe da Delegacia de Repressão ao Furto e Roubo de Cargas do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri).

    De acordo com os policiais, os trabalhos investigativos tiveram início a partir da apuração do furto de uma carga de carvão “coque”, avaliada em cerca de R$40 mil. Pelos levantamentos, o veículo, carregado na cidade Serra, no Espírito Santo, chegou ao destino: empresa sediada em João Monlevade, em Minas Gerais, mas a carga, com ticket de pesagem falso, teria sido subtraída.

    Conforme relatado pelo delegado César Matoso, do Depatri, para consumação do crime era falsificado o ticket de pesagem e a entrega do produto na própria empresa que recebia a carga. “Devido ao grande volume da operação da empresa, o crime só foi descoberto dias depois quando da conferência do sistema para pagamento da empresa que presta o transporte do produto”, relata. “Iniciadas as investigações, confirmou-se a participação do motorista que carregou o caminhão e durante as diligências foram identificados três indivíduos que participaram diretamente do desvio/ subtração da carga”, afirma Matoso.

    Dos três acusados identificados, um deles, que seria o receptador, é empresário em Divinópolis, onde foi preso e também localizada grande quantidade de minério. Os outros dois suspeitos foram localizados nas cidades de Timóteo e João Monlevade.

    Com o suspeito preso em Timóteo foram encontrados documentos, os quais serão analisados, a arma de fogo e R$57 em dinheiro e sem comprovação da origem no momento da ação policial. Já em João Monlevade, foram localizados documentos que seriam relacionados ao crime. Ainda segundo a PC, o suspeito teria confessado o crime e apontado outros dois envolvidos.

     

    Foto: divulgação/ Polícia Civil de Minas Gerais

     

    Além das prisões e apreensões na operação, Matoso contabiliza um prejuízo ainda maior. “Foram aproximadamente 20 toneladas de mercadorias, o equivalente a 29 carretas de minérios subtraídas. E isso se deu no período de maio até outubro de 2020. E toda essa associação criminosa causou o prejuízo aproximado de R$ 1 milhão de reais”, disse.

    As investigações prosseguem para identificar demais envolvidos nos crimes e outros que auxiliaram os suspeitos já identificados, além de outros receptadores.
     

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