Quebra de sigilo de Lulinha aprovada na CPI do INSS é mantida por presidente do Senado
Presidente do Senado disse não haver violação ao regimento ou à Constituição e afirmou que, mesmo com mais votos contrários, não haveria maioria para derrubar os requerimentos
03/03/2026 às 18:51por Redação Plox
03/03/2026 às 18:51
— por Redação Plox
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitou o recurso apresentado por parlamentares governistas e decidiu manter a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, aprovada pela CPI do INSS. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 3, em sessão do plenário.
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Não é caso de flagrante desrespeito ao regimento e à Constituição. Não há aqui situação que justifique a excepcional atuação desta presidência para anular deliberação da CPMI.
Davi Alcolumbre
Decisão mantém quebra de sigilo aprovada na CPI
A quebra dos sigilos de Lulinha foi aprovada pela comissão na semana anterior, sob forte reação de integrantes da base do governo Luiz Inácio Lula da Silva. O movimento de governistas tentava reverter o resultado, alegando vícios na condução da votação.
Na decisão, Alcolumbre avaliou que não ficou comprovado o descumprimento das normas regimentais ou da Constituição por parte da CPI do INSS. Segundo ele, a situação não justificaria uma intervenção da presidência do Congresso para anular o que foi decidido pela comissão.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Governo fala em “golpe” e questiona votação
O pedido de anulação da votação foi apresentado por parlamentares governistas, que acusaram a direção da CPI de aplicar “um golpe” na sessão em que foram aprovadas a quebra de sigilos de Lulinha e outros 86 requerimentos.
Os governistas recorreram a Alcolumbre sustentando que o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), não teria considerado adequadamente a manifestação de parte dos parlamentares que votaram contra os pedidos, que foram votados em bloco.
Na ocasião, os senadores contrários foram chamados a levantar a mão para registrar seus votos. Viana contabilizou sete votos contrários. Integrantes do governo, porém, afirmam que as imagens da sessão mostram que 14 membros da comissão se manifestaram.
Número de votos não alcançaria maioria
Ao analisar o recurso, Alcolumbre ressaltou que 31 parlamentares estavam presentes na reunião da CPI. Com esse quórum, mesmo o número mais alto de votos contrários alegado pelos governistas não seria suficiente para formar maioria contra os requerimentos aprovados.
Com isso, o presidente do Senado considerou que não havia ilegalidade evidente na condução da sessão da CPI do INSS, mantendo a decisão que autorizou o acesso aos dados bancários, fiscais e telemáticos de Fábio Luís Lula da Silva e dos demais alvos dos requerimentos.