Antes de ser preso, Vorcaro mandou mensagem a Alexandre Moraes: “conseguiu bloquear?”
Segundo Malu Gaspar, do O Globo, peritos identificaram o texto “Conseguiu bloquear?” durante perícia digital feita após a apreensão do aparelho
Uma auxiliar administrativa de 22 anos foi esfaqueada e teve o corpo queimado por um ex-colega de trabalho em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Mariele Vitória Alves de Lima está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife, e, segundo a família, o estado de saúde é considerado estável.
Parentes e amigos relataram à TV Globo que o agressor, identificado como José Leonardo Pereira da Silva, atacou a jovem após ela recusar um relacionamento amoroso com ele.

Mariele Vitória Alves de Lima foi esfaqueada e teve o corpo incendiado por um colega de trabalho.
Foto: Reprodução/WhatsApp
De acordo com familiares, o homem trabalhava com Mariele e demonstrava interesse amoroso, mas ela deixou claro que não queria nenhum tipo de envolvimento. A irmã da vítima, Estefânia Maria da Cunha, contou que a jovem decidiu romper até mesmo a amizade com o colega depois de se decepcionar com o comportamento dele.
Ele trabalhava com ela há um tempo, [...] e ele se apaixonou por ela. Só que ele queria algo e ela não queria, até que ela encerrou um ciclo, como havia me dito, até mesmo o relacionamento de amizade, porque ela achava que ele era uma coisa e se surpreendeu com coisas que ela não chegava a dizer sobre ele
Estefânia Maria da Cunha, irmã da vítima
Segundo a família, o suspeito insistia em se aproximar de Mariele e chegou a seguir parentes da jovem nas redes sociais. Incomodada, ela decidiu bloqueá-lo.
O crime ocorreu na segunda-feira (2). Informações apuradas pelo g1 apontam que o homem havia sido demitido há cerca de 30 dias. Ele teria invadido o antigo local de trabalho e atacado Mariele com golpes de faca.
Em seguida, conforme relatos de testemunhas, jogou thinner — mistura de solventes orgânicos usada para diluir tintas — sobre o corpo da vítima e ateou fogo. A ação, segundo familiares, foi premeditada.
A tia de Mariele, a cabeleireira Adenil Alves de Barros, afirmou que policiais militares localizaram o suspeito na casa onde ele mora, com cortes na barriga e no braço. O celular da vítima teria sido encontrado debaixo da cama dele.
Familiares relatam dor, revolta e cobram punição rigorosa para o agressor. Para eles, o ataque se insere em um contexto de violência reiterada contra mulheres. Segundo a tia, o caso mostra a sensação de impunidade em crimes desse tipo e reforça a necessidade de respostas mais duras do sistema de justiça.
O pai de Mariele, Diego Adriano Barros da Silva, também manifestou indignação ao lembrar que a filha foi atacada dentro do ambiente de trabalho, enquanto buscava realizar seus objetivos e sonhos. A família reforça que ela nunca teve qualquer tipo de relacionamento com o suspeito e que a recusa em se envolver com ele motivou o crime.
Os parentes pedem justiça e defendem que o acusado seja responsabilizado com rigor, destacando que homens que cometem esse tipo de violência não são donos da vida ou do corpo de nenhuma mulher.
Em Pernambuco, casos de violência contra a mulher podem ser denunciados por diferentes canais:
Os endereços e telefones das Delegacias da Mulher podem ser consultados no site do TJPE.