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A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (03), a convocação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para prestar esclarecimentos sobre a postura do governo brasileiro diante da escalada do conflito no Oriente Médio envolvendo o Irã. Até a publicação das informações, a comissão não havia definido a data da oitiva do chanceler.
A data da convocação de Mauro Vieira (à esq.) à Câmara dos Deputados ainda será definida
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
De acordo com a CNN Brasil, o requerimento aprovado pede que Mauro Vieira detalhe a posição do governo em meio ao agravamento das tensões na região, em um contexto de críticas de parlamentares à forma como o Brasil se manifestou publicamente sobre o tema.
A reportagem informa que o pedido foi apresentado pelo deputado Rodrigo Valadares (União-SE) e cita a cobrança por uma condenação “específica e inequívoca” a ações atribuídas ao Irã contra países do Golfo. A convocação coloca no centro do debate a forma como o Brasil reagiu e verbalizou sua posição diante dos ataques e da tensão com o Irã, abrindo espaço para questionamentos sobre o alinhamento da política externa brasileira.
A revista VEJA também registrou o movimento na CREDN, destacando que a iniciativa ocorre após manifestações do governo brasileiro sobre os desdobramentos do conflito e que o colegiado discute outros gestos políticos relacionados ao tema.
Em meio ao aumento da tensão na região, o Ministério das Relações Exteriores publicou, em 28 de fevereiro de 2026, um alerta consular desaconselhando viagens de brasileiros a 11 países do Oriente Médio. Segundo informação divulgada pela Agência Brasil, o documento menciona a “recente escalada das tensões” e orienta quem já está nesses países a seguir recomendações de segurança e os contatos de emergência das embaixadas.
No mesmo material, a Agência Brasil registra que o governo brasileiro condenou ataques contra o Irã, classificando a ofensiva como fator de agravamento da instabilidade regional e risco à paz no Oriente Médio.
No âmbito interno, a aprovação da convocação aumenta a pressão política sobre o Itamaraty para detalhar critérios, linguagem e fundamentos adotados nas notas oficiais e na condução diplomática do tema. A audiência com Mauro Vieira tende a explicitar divergências entre parlamentares sobre o grau de firmeza e o tipo de posicionamento público que o Brasil deve adotar em relação ao Irã e a outros atores envolvidos.
Para brasileiros no exterior, o alerta consular e a recomendação de evitar deslocamentos para os países listados pelo Itamaraty reforçam a percepção de risco e podem impactar planos de viagem, conexões aéreas e a rotina de quem vive ou trabalha na região.
Na frente da política externa, a atuação do ministro e as explicações a serem dadas à comissão podem influenciar a forma como o Brasil calibra suas manifestações em conflitos internacionais, especialmente em cenários em que há cobrança por condenações mais explícitas ou por posicionamentos públicos mais neutros.
A CREDN ainda precisa definir a data da audiência com Mauro Vieira. A partir dessa etapa, o Itamaraty pode ser instado a apresentar documentos e justificativas sobre notas divulgadas, comunicações diplomáticas e medidas consulares adotadas desde o início da escalada de tensões envolvendo o Irã.
Paralelamente, a comissão pode avançar em novas moções e requerimentos relacionados ao tema, conforme já sinalizado por veículos que acompanham a pauta, mantendo sob escrutínio parlamentar a forma como o governo brasileiro responde a crises e ataques na região do Oriente Médio.