Menino de 11 anos morre após engasgar com pão de queijo durante lanche em escola de Londrina

Engasgamento ocorreu em 26 de fevereiro no Colégio Estadual Nossa Senhora de Lourdes; estudante foi socorrido pelo SAMU, internado no Hospital Universitário e morreu em 2 de março

03/03/2026 às 08:35 por Redação Plox

Um estudante de 11 anos morreu na segunda-feira, 2 de março de 2026, após complicações causadas por um engasgo durante o lanche em um colégio estadual na Zona Leste de Londrina (PR). O episódio ocorreu dias antes, mobilizou equipes de socorro, resultou na internação do aluno no Hospital Universitário (HU) e provocou forte comoção na comunidade escolar.

Criança morreu após ficar cinco dias internada

Criança morreu após ficar cinco dias internada

Foto: Pixabay


Engasgo com pão de queijo durante o lanche

De acordo com as informações divulgadas, o engasgamento aconteceu na quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, no Colégio Estadual Nossa Senhora de Lourdes, localizado na Avenida São João. Colegas relataram que o estudante passou mal após ingerir um pão de queijo.

Equipes do SAMU foram chamadas e realizaram os primeiros atendimentos ainda na escola. Em seguida, o menino foi levado ao HU de Londrina, onde permaneceu internado. Apesar dos esforços médicos, ele não resistiu e morreu na segunda-feira (02/03).

A unidade de ensino integra o grupo de colégios estaduais de Londrina com gestão administrativa terceirizada pelo programa “Parceiro da Escola”, do Governo do Paraná.

Posicionamento da Secretaria de Educação

Segundo a publicação jornalística consultada, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) lamentou a morte em nota divulgada nas redes sociais da escola e informou que está à disposição da comunidade escolar e da família para oferecer apoio neste momento de luto.

Até a última verificação desta apuração, não havia registro, no canal público de notícias da Seed-PR, de uma nota específica sobre o caso no feed geral de “Notícias” do órgão. A confirmação oficial permanece, portanto, associada ao relato de mensagem divulgada via redes sociais da escola, conforme a fonte consultada. A situação segue em apuração.

Alerta para segurança e primeiros socorros nas escolas

O caso do menino de 11 anos que morreu após engasgar com pão de queijo em uma escola estadual de Londrina reacende o debate sobre segurança alimentar e preparo para emergências no ambiente escolar.

Entre os pontos de atenção, especialistas e educadores costumam destacar:

  • Protocolos de segurança durante a alimentação, com supervisão em horários de lanche e recreio, orientação para mastigação adequada e atenção redobrada a alimentos considerados de maior risco para engasgo.
  • Treinamento em primeiros socorros para equipes escolares, especialmente para atender situações de engasgo, em que os primeiros minutos são determinantes para o desfecho do atendimento.
  • Fluxos claros de emergência, definindo quem aciona o socorro, quem conduz o atendimento inicial, como isolar a área, orientar os demais alunos e comunicar os responsáveis.

Para pais e responsáveis, uma recomendação prática é buscar informação junto às escolas sobre a existência de equipe treinada, plano de emergência atualizado e procedimento de acionamento do SAMU e do Corpo de Bombeiros em casos de urgência no horário escolar.

Pontos ainda em apuração

Algumas informações seguem pendentes de confirmação e podem ser atualizadas conforme novos dados forem divulgados pelas autoridades e pela escola. Entre elas:

  • A identificação oficial do estudante, condicionada à autorização da família para divulgação.
  • Detalhes clínicos sobre a causa da morte, como a possível relação direta com a obstrução das vias aéreas ou eventuais complicações neurológicas e respiratórias posteriores ao engasgo.
  • A eventual abertura de procedimento administrativo para analisar o atendimento prestado e os protocolos adotados pelo colégio.
  • Um posicionamento formal e público da Seed-PR, em seus canais oficiais, sobre o caso específico.

As informações disponíveis até o momento indicam um episódio que expõe fragilidades e reforça a necessidade de revisão e fortalecimento dos procedimentos de prevenção e resposta a emergências em ambientes escolares, especialmente em situações de engasgo durante a alimentação.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a