Antes de ser preso, Vorcaro mandou mensagem a Alexandre Moraes: “conseguiu bloquear?”
Segundo Malu Gaspar, do O Globo, peritos identificaram o texto “Conseguiu bloquear?” durante perícia digital feita após a apreensão do aparelho
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instituiu um grupo de trabalho para analisar as novas diligências encaminhadas sobre a morte do cão Orelha, em Florianópolis. A informação foi confirmada à NSC TV nesta segunda-feira (2).
O material chegou ao órgão no fim de fevereiro, enviado pela Polícia Civil. A equipe terá 30 dias para concluir a avaliação.

Cão Orelha morava na Praia Brava
Foto: Reprodução/Redes sociais
A nova etapa do trabalho inclui a análise de vídeos encaminhados em 25 de fevereiro e dos celulares apreendidos dos investigados. Os aparelhos foram recolhidos durante o cumprimento de mandados de busca e tiveram os dados extraídos pela Polícia Científica.
Os procedimentos seguem sob responsabilidade dos mesmos promotores que já atuam no caso: a 10ª Promotoria de Justiça, da área da Infância e Juventude, e a 2ª Promotoria de Justiça, que responde pela área criminal.
Cerca de um mês após a morte de Orelha, em 4 de fevereiro, o Ministério Público recebeu a conclusão do inquérito. No dia 10, o órgão pediu informações complementares à Polícia Civil, ao apontar que o conjunto de provas apresentava lacunas que impediam a formação de uma opinião sobre o caso.
As diligências solicitadas foram encaminhadas na sexta-feira (20). Ao todo, o MP requisitou 35 novas ações, além de outros 26 atos de investigação e mais 61 diligências extras. Entre os pedidos, esteve a exumação do corpo do animal.
Com o novo material em mãos, o MPSC deve decidir se acolhe o pedido de internação do adolescente apontado como autor, se solicita novas investigações ou se promove o arquivamento do caso.
A investigação tramita em segredo de Justiça por envolver adolescentes, conforme previsão do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Orelha era um cão comunitário, descrito como idoso e dócil, que vivia na Praia Brava, bairro turístico de Florianópolis, e recebia cuidados de diversos moradores da região.
O animal foi agredido em 4 de janeiro e morreu no dia seguinte, após ser resgatado por populares.
Em um laudo inicial, elaborado a partir do atendimento veterinário prestado a Orelha, a Polícia Civil indicou que a morte teria sido provocada por um golpe na cabeça com objeto contundente e sem ponta.
Após receber o documento, o MP solicitou a exumação do corpo para um novo exame. A exumação foi realizada em 11 de fevereiro.