PF mira quadrilha transnacional suspeita de fraudar carteiras de criptoativos e lavar dinheiro

Operação Decrypted II apura furtos eletrônicos que somam cerca de US$ 2,6 milhões e mira movimentações financeiras incompatíveis ligadas a uma exchange dos EUA.

03/03/2026 às 09:25 por Redação Plox

Uma quadrilha suspeita de fraudar carteiras de criptoativos e de promover lavagem de dinheiro com atuação transnacional é alvo da Operação Decrypted II, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (3/3).


Segundo a corporação, as investigações tiveram início após informações repassadas pela agência norte-americana

Segundo a corporação, as investigações tiveram início após informações repassadas pela agência norte-americana

Foto: PF/Divulgação


Investigações iniciadas a partir de dados de órgão dos EUA

De acordo com a corporação, as investigações começaram a partir de informações repassadas por uma agência norte-americana. Ao longo de cerca de um ano de apurações no Brasil, foram identificadas pessoas vinculadas a furtos eletrônicos de criptoativos que somam aproximadamente US$ 2,6 milhões, o equivalente a cerca de R$ 13,75 bilhões, subtraídos de carteiras mantidas em uma exchange sediada nos Estados Unidos.

Atuação no Brasil e movimentações incompatíveis

Os dados levantados apontam a participação de indivíduos localizados no Brasil, com destaque para o estado do Maranhão. Também foi identificada movimentação financeira considerada incompatível com a capacidade econômica dos principais investigados, que recebiam valores elevados de provedoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs), sem justificativa comercial ou negocial conhecida.

Mandados e sequestro de bens em Imperatriz (MA)

Na cidade de Imperatriz (MA), foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão, além de medida de sequestro de bens ligados aos investigados.

Transferências em criptoativos continuaram após operação anterior

Segundo a Polícia Federal, mesmo já tendo sido alvo de uma operação anterior, os suspeitos continuaram a realizar transferências dissimuladas de altos valores em criptoativos, o que motivou o aprofundamento das investigações e a deflagração da Operação Decrypted II.

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