Antes de ser preso, Vorcaro mandou mensagem a Alexandre Moraes: “conseguiu bloquear?”
Segundo Malu Gaspar, do O Globo, peritos identificaram o texto “Conseguiu bloquear?” durante perícia digital feita após a apreensão do aparelho
A Polícia Federal deflagrou, em 21 de janeiro de 2026, a Operação Narco Azimut, para investigar um grupo suspeito de lavar capitais por meio de criptoativos, além de movimentações em dinheiro vivo e transferências bancárias. A ação cumpriu mandados em cidades de São Paulo, Goiás e Rio de Janeiro e incluiu medidas judiciais de bloqueio e apreensão de bens.
Polícia Federal
Foto: (Polícia Federal)
De acordo com a PF, a Operação Narco Azimut é um desdobramento da Operação Narco Bet e tem como alvo uma associação criminosa suspeita de movimentar recursos no Brasil e no exterior por diferentes meios — entre eles os criptoativos — com foco em lavagem de dinheiro.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisões temporárias em endereços nas cidades de Santos, Ferraz de Vasconcelos, São Bernardo do Campo e São José dos Campos (SP), além de Goiânia (GO) e Armação de Búzios (RJ). As medidas atingem tanto pessoas físicas quanto estruturas empresariais ligadas aos investigados.
Com base em informações da PF, a Agência Brasil informou que a organização investigada teria movimentado mais de R$ 39 milhões. Além das diligências em campo, a Justiça determinou o bloqueio e a apreensão de bens, bem como restrições para impedir novas movimentações patrimoniais e empresariais relacionadas ao grupo sob suspeita.
Em nota, a Polícia Federal apontou que a operação decorre de investigações que indicaram a existência de uma associação criminosa considerada “estruturada”, voltada à movimentação de grandes quantias em espécie, por transferências bancárias e por criptoativos, tanto no território nacional quanto no exterior, com objetivo de lavagem de capitais. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal em Santos (SP).
Segundo a Agência Brasil, os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, a depender do avanço das apurações.
Para quem investe ou utiliza criptoativos, o caso evidencia que operações com criptomoedas podem entrar no radar de investigações de lavagem de dinheiro, sobretudo quando há sinais de ocultação de origem ou destino dos recursos. A operação da PF mira uma quadrilha suspeita de desviar e lavar milhões em criptomoedas e outros meios de pagamento, reforçando o monitoramento de transações digitais.
Empresas e pessoas usadas como “laranjas” podem ser diretamente afetadas por decisões judiciais desse tipo, que costumam prever bloqueio de bens, restrições a transferências e impedimentos de movimentação empresarial, com impacto sobre contas, patrimônio e atividades econômicas.
Para a população em geral, operações como a Narco Azimut tendem a produzir desdobramentos em cadeia, com novas fases, possíveis novas prisões e aprofundamento do rastreio de fluxos financeiros. Essas medidas costumam se refletir em investigações mais amplas sobre crime organizado e esquemas de lavagem de dinheiro.
Com o cumprimento dos mandados, a tendência é que a PF aprofunde a análise do material apreendido, incluindo documentos, dispositivos e registros financeiros. Entre as linhas de trabalho previstas estão:
Há registro de comando informativo com o tema “Operação da PF mira quadrilha que desviou milhões em criptomoedas”, datado de 3 de março de 2026, sem detalhamento sobre nome da operação, estados, cidades ou valores. Até a última verificação em fontes abertas e oficiais, o caso com maior aderência e detalhamento público recente é o da Operação Narco Azimut, deflagrada em 21 de janeiro de 2026, com movimentação investigada superior a R$ 39 milhões e uso de criptoativos. A eventual existência de operação específica em 3 de março de 2026 precisa ser confirmada em nota oficial, para evitar mistura de casos distintos.