Antes de ser preso, Vorcaro mandou mensagem a Alexandre Moraes: “conseguiu bloquear?”
Segundo Malu Gaspar, do O Globo, peritos identificaram o texto “Conseguiu bloquear?” durante perícia digital feita após a apreensão do aparelho
O estado de São Paulo voltou a registrar um recorde negativo na violência contra mulheres. Janeiro foi o mês mais letal para elas desde o início da série histórica, com 27 feminicídios — o equivalente a quase uma morte por dia.
No ano passado, o estado já havia superado o maior número de casos de feminicídio desde 2018, ano em que o crime passou a ser contabilizado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). Em 2026, a curva segue em alta.
Desde o começo deste ano, novos casos vêm chocando o estado. Na semana passada, Cibelle Monteiro Alves foi morta a facadas pelo ex-companheiro enquanto trabalhava em uma joalheria de um shopping em Santo Bernardo.
No domingo (1º), um homem foi preso suspeito de matar a ex-mulher por asfixia após uma discussão sobre partilha de bens em um motel em Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo.
Cibelle Alves (esq.) e Priscila Versão (dir.) foram vítimas de feminicídio em São Paulo em 2026.
Foto: Montagem/g1/Reprodução
Os números de feminicídio em janeiro mostram uma trajetória de crescimento ao longo dos anos no estado de São Paulo. Desde que a SSP passou a registrar o crime, em 2018, o patamar nunca esteve tão alto quanto em 2026.
Veja a evolução dos casos de feminicídio registrados em janeiro:
2018: 5
2019: 14
2020: 11
2021: 10
2022: 20
2023: 18
2024: 25
2025: 22
2026: 27
Cibelle Monteiro Alves e Priscila Versão estão entre as vítimas de feminicídio em São Paulo em 2026.
A escalada da violência contra a mulher não aparece apenas nos casos de feminicídio. Outros indicadores criminais também registraram aumento na comparação entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026.
De acordo com dados da SSP, os registros de ameaça subiram de 8.705 para 9.646 no período. Já os casos de lesão corporal passaram de 6.014 para 6.527.
Os números reforçam o avanço da violência de gênero no estado e o impacto direto sobre a segurança e a vida das mulheres paulistas.