Suspeito de estupro coletivo em Copacabana se apresenta à Polícia Civil; Justiça decreta prisões
Um dos indiciados, Mattheus Veríssimo Martins, de 19 anos, compareceu nesta terça-feira, enquanto outros investigados são considerados foragidos após o início da operação “Não é Não”.
03/03/2026 às 11:45por Redação Plox
03/03/2026 às 11:45
— por Redação Plox
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Um dos suspeitos de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, se apresentou à Polícia Civil nesta terça-feira. Trata-se de Mattheus Veríssimo Martins, de 19 anos, apontado pela investigação como um dos quatro jovens indiciados pelo crime.
Vídeo: YouTube
Prisão preventiva e foragidos
A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva dos quatro jovens indiciados por estupro coletivo contra a adolescente, em um apartamento em Copacabana. Segundo a Polícia Civil, todos passaram a ser considerados foragidos após o início da operação batizada de “Não é Não”.
Os suspeitos identificados na investigação são Bruno Felipe Allegretti, de 18 anos, Vitor Hugo Simonin, de 18, Mattheus Veríssimo Martins, de 19, e João Gabriel Xavier Bertho, de 19.
No caso do adolescente de 17 anos que também foi indiciado, a Justiça determinou medida de busca e apreensão. Ele responde na Vara da Infância e da Adolescência, com a identidade preservada, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Emboscada e dinâmica do crime
De acordo com a investigação, o crime teria sido resultado de uma emboscada planejada. A Polícia Civil afirma que a vítima foi atraída por mensagens, em uma relação de confiança, até um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana.
Imagens de câmeras de segurança do prédio mostram a chegada dos envolvidos, a entrada da adolescente acompanhada do menor de idade e, depois, a saída dela do imóvel.
Segundo o inquérito, inicialmente houve relação sexual consentida com o menor. Em seguida, o quarto teria sido invadido pelos outros jovens, que pressionaram para participar. A vítima relata que recusou, e a situação evoluiu para agressões e atos sexuais forçados, além do impedimento para que ela deixasse o quarto.
Imagens das câmeras de segurança registraram o momento em que os suspeitos entraram no apartamento.
Foto: Reprodução / TV Globo.
Ainda segundo a polícia, as câmeras registram saídas em horários próximos ao do crime e um gesto interpretado como comemoração. Abalada, a adolescente ligou para o irmão, e a família procurou a delegacia. A perícia confirmou sinais de agressões na vítima.
Repercussão em colégio e clube de futebol
Além da busca pelos outros três investigados, o caso teve reflexos em instituições de ensino e esportivas. O Colégio Pedro II informou que dois dos envolvidos seriam estudantes da instituição e abriu procedimentos para desligamento.
O Serrano Football Club anunciou o afastamento imediato e a suspensão do contrato de João Gabriel Xavier Bertho.
Mattheus Veríssimo Martins, de 19 anos, se apresentou a Polícia Civil do RJ.
Foto: Reprodução / TV Globo.
Versão da defesa e ligação com órgão estadual
A defesa de João Gabriel Xavier Bertho nega as acusações, contesta a versão de emboscada e sustenta que a jovem teria consentido com a presença dos outros rapazes no quarto.
Entre os foragidos está Vitor Hugo Oliveira Simonin, filho de José Carlos Costa Simonin, atual subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa. O órgão ao qual ele está vinculado integra a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.
Nesta segunda-feira, dia 2, a titular da pasta, Rosangela Gomes, publicou uma nota em suas redes sociais para se manifestar sobre o caso.
Orientação para denúncias
A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou um vídeo em suas redes sociais sobre o caso, reforçando a importância de informações que possam levar aos suspeitos ainda foragidos.
Quem tiver informações sobre o paradeiro dos outros três suspeitos deve procurar o Disque Denúncia.