Bebê nasce com os orgãos expostos sobrevive com ajuda de filme PVC

Técnica inovadora salva vida de recém-nascida inglesa com órgãos externos

Por Plox

03/04/2024 17h06 - Atualizado há 19 dias

Em um caso extraordinário de superação e ciência médica, Dorothy Montgomery, uma bebê inglesa nascida em fevereiro de 2024, teve sua vida salva graças ao uso de filme PVC. Diagnosticada com gastrosquise, uma malformação congênita que expõe órgãos fora da cavidade abdominal, a pequena teve que ser envolvida em plástico imediatamente após seu nascimento para proteger e manter seus órgãos externos - incluindo trompas de falópio, ovários e intestino - até que uma solução cirúrgica fosse possível.

Foto: reprodução/ redes sociais

Um diagnóstico inesperado

Durante a 12ª semana de gestação, Sadie Montgomery descobriu que sua filha enfrentaria este raro desafio. "Pensei que era uma sentença de morte," revelou Sadie em uma entrevista ao The Sun, descrevendo o momento do nascimento de Dorothy como extremamente doloroso pela visão de sua filha envolta em plástico.

Gastrosquise: Uma condição rara, mas tratável

A gastrosquise afeta aproximadamente quatro em cada 10 mil gestações e se caracteriza por uma abertura na musculatura abdominal perto do cordão umbilical, permitindo que órgãos internos fiquem expostos. O tratamento inicial padrão envolve envolver o bebê em filme PVC ou gaze umidificada com vaselina, procedimento que visa proteger os órgãos até que seja seguro realizar a cirurgia necessária.

Solidão no diagnóstico

A mãe de Dorothy expressou sentir-se isolada após o diagnóstico, notando uma falta de discussão pública sobre a condição. "Não vi pessoas indo às redes para falar. Embora hoje eu saiba como os médicos estão bem preparados para lidar com esses casos, quando recebi o diagnóstico fiquei muito assustada e senti que não havia quem desse apoio", contou Sadie.

Recuperação e esperança

Após o nascimento, Dorothy permaneceu envolta no plástico por algumas horas. Os médicos então utilizaram bolsas de silicone para realocar os órgãos para dentro da cavidade abdominal da bebê, cobrindo a abertura com fitas curativas em vez de suturas. Surpreendentemente, em apenas duas semanas, a cicatrização natural do corpo de Dorothy fechou o buraco. Hoje, ela está saudável e se desenvolvendo bem, sem nenhuma sequela aparente.

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