Preso que matou colega de cela após homofobia esquarteja comparsa de crime na Zona da Mata
Vítima de 28 anos tinha passagens desde 2015; perícia aponta mutilação e suspeita de morte por asfixia, e caso é investigado pela Polícia Civil
03/04/2026 às 10:00por Redação Plox
03/04/2026 às 10:00
— por Redação Plox
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Um detento de 28 anos foi assassinado dentro da Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé. O principal suspeito é o colega de cela, que confessou o crime. O caso ocorreu na quinta-feira (2) e é investigado pela Polícia Civil.
Vítima era citada em apuração sobre outro homicídio na unidade
A vítima foi identificada como Deylon Moura Santos, conhecido como “DL”. Ele era apontado como possível cúmplice no assassinato de Douglas Cristóvão, registrado anteriormente na mesma penitenciária.
O autor do crime, cuja identidade não foi divulgada, já havia sido indiciado por outro homicídio dentro do presídio, em janeiro deste ano.
Foto: Divulgação
O autor do crime, cuja identidade não foi divulgada, já havia sido indiciado por outro homicídio dentro do presídio, em janeiro deste ano.
Polícia apura motivação e circunstâncias do crime
De acordo com o delegado Tayrone Espíndola, as circunstâncias e a motivação do assassinato ainda estão sendo apuradas. Informações preliminares indicavam que os dois detentos mantinham boa convivência, o que, segundo a investigação, levanta dúvidas sobre o motivo do desentendimento.
Sejusp abre procedimento interno e informa histórico prisional
Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que foi aberto um procedimento administrativo interno para investigar o ocorrido. O órgão também destacou que Deylon tinha passagens pelo sistema prisional desde 2015 e havia sido transferido para a penitenciária em agosto de 2025.
Perícia aponta asfixia e relata mutilação no corpo
O crime chamou a atenção pela violência. O corpo da vítima foi encontrado com sinais de mutilação, incluindo olhos arrancados e língua cortada. A perícia acredita que a morte tenha ocorrido por asfixia, mas exames do Instituto Médico Legal (IML) devem confirmar se as agressões aconteceram antes ou depois do óbito.
Caso tem semelhanças com homicídio de janeiro, diz investigação
Segundo a investigação, o homicídio apresenta características semelhantes ao caso registrado em janeiro, quando o mesmo detento foi indiciado por matar Douglas Cristóvão. Na ocasião, ele alegou ter cometido o crime após sofrer hostilizações relacionadas à orientação sexual e ameaças de integrantes do Comando Vermelho.
Com o novo registro, o suspeito deverá ser novamente indiciado. Já a apuração sobre a possível participação de Deylon no primeiro crime será encerrada devido à morte dele.