Avião de pequeno porte cai sobre restaurante em Capão da Canoa e deixa três mortos
Aeronave atingiu também residências vizinhas; câmeras registraram a queda e uma explosão na manhã desta sexta-feira (3)
A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou que seu escritório utilizou aeronaves da Prime Aviation, empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em viagens realizadas ao longo de 2025.
Viviane Barci
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em comunicado, o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados afirmou que contrata diversos serviços de táxi aéreo e que, entre os fornecedores utilizados em algum momento, esteve a Prime Aviation.
– O escritório Barci de Moraes (de Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF) afirma que contrata diversos serviços de taxi aéreo, e que entre os que já foram em algum momento contratados está o da empresa Prime Aviation – diz o comunicado.
Comunicado
Segundo nota divulgada nesta semana pela banca, os voos teriam sido contratados de forma regular e pagos por meio de compensação de honorários advocatícios previstos em contrato.
A manifestação do escritório ocorre após reportagem da Folha de S.Paulo apontar que o ministro e a esposa viajaram em voos executivos de empresas do dono do Master, ou ligadas a ele, entre maio e outubro de 2025. Parte dessas viagens teria ocorrido em aeronaves da Prime Aviation, empresa da qual Vorcaro era sócio por meio do fundo Patrimonial Blue.
Em nota, o gabinete de Alexandre de Moraes negou que o ministro tenha viajado em aviões de Daniel Vorcaro e afirmou que ele não viajou em sua companhia e nem na de Fabiano Zettel, pessoa que, segundo o comunicado, o ministro não conhece.
O escritório de Viviane declarou que utiliza diferentes serviços de táxi aéreo e que a Prime Aviation foi apenas uma das empresas contratadas. A banca também afirmou que, nos voos realizados, nem Daniel Vorcaro nem Fabiano Zettel estavam presentes.
De acordo com a manifestação, a contratação dos serviços seguiria critérios operacionais e não envolveria vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos.
A reportagem da Folha afirmou ter identificado as viagens a partir do cruzamento de três bases de dados oficiais. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) forneceu registros de embarque no terminal executivo do Aeroporto de Brasília; o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) reúne dados de decolagens e pousos; e o Registro Aeronáutico Brasileiro permitiu identificar os proprietários das aeronaves.
Entre os voos atribuídos ao casal está uma viagem realizada em 16 de maio de 2025. Segundo os registros citados, Alexandre e Viviane embarcaram às 9h30 no terminal executivo de Brasília e, sete minutos depois, uma aeronave da Prime Aviation decolou com destino a São Paulo.
A defesa de Daniel Vorcaro informou que não comentará o caso. Já a Prime Aviation declarou, em nota, que não divulga informações sobre usuários de suas aeronaves por questões contratuais e em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados.
As revelações são divulgadas em meio às investigações sobre o Banco Master. O Banco Central decretou a liquidação da instituição em novembro de 2025. Segundo documentos que circulam desde dezembro, o escritório de Viviane Barci teria recebido R$ 80,2 milhões do banco por serviços prestados ao longo de 22 meses.