Operação Thánatos apura suspeita de propina a servidores da saúde para favorecer funerária em Lages

Gaeco, do MPSC, investiga repasse antecipado de informações sobre óbitos para permitir abordagem a famílias antes do rodízio municipal; foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão

03/04/2026 às 09:45 por Redação Plox

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou na quarta-feira (1º) a Operação Thánatos para apurar um suposto esquema de pagamento de propina a servidores da área da saúde com o objetivo de favorecer uma funerária na captação de clientes em Lages, na Serra catarinense.

Investigação mira repasse antecipado de dados sobre mortes

Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, a apuração aponta que agentes públicos com acesso a ocorrências de morte teriam repassado, de forma antecipada, dados sobre óbitos registrados em atendimentos do Samu, em unidades de saúde e também em residências.

Com essas informações, representantes da funerária investigada conseguiriam chegar antes aos familiares. De acordo com o MPSC, essa dinâmica violaria o sistema de rodízio municipal de serviços funerários.


Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, foram encontrados R$ 80 mil em espécie

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, foram encontrados R$ 80 mil em espécie

Foto: MPSC/Divulgação


Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos

A operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça na comarca de Lages. O material recolhido durante as diligências deve ser analisado para aprofundar as investigações.

Origem do nome Thánatos

O nome “Thánatos” faz referência à figura da mitologia grega associada à morte, em alusão ao foco da apuração, que mira suspeitas de corrupção envolvendo o atendimento público e a atuação de empresa do setor funerário no município.

Sem divulgação de investigados e sem informação sobre prisões

Até a publicação desta matéria, não havia divulgação oficial de nomes de investigados nem informação sobre prisões relacionadas à operação.

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