Menino de 2 anos morre com ferimentos e suspeita de violência sexual; padrasto é preso em Boa Vista

Criança chegou em estado grave ao Hospital da Criança Santo Antônio; caso passou de acidente doméstico a investigação de crime após sinais de agressões, e mãe é apurada por omissão com medidas cautelares.

03/05/2026 às 12:33 por Redação Plox

Uma criança de 2 anos morreu na noite desta quinta-feira (30), em Boa Vista, capital de Roraima, após dar entrada no Hospital da Criança Santo Antônio em estado grave e com múltiplos ferimentos. O caso, que inicialmente foi tratado como acidente doméstico, passou a ser investigado como crime após a equipe médica identificar sinais de agressões e indícios de violência sexual.

O menino foi identificado como Gabriel Alejandro Larez Casado. A ocorrência chamou a atenção da Polícia Civil de Roraima, que passou a apurar o que aconteceu nas últimas horas de vida da criança.

Menino de 2 anos morre após ser estuprado; mãe e padrasto são presos (

Menino de 2 anos morre após ser estuprado; mãe e padrasto são presos (

Foto: PCRR/DIvulgação)


Versões apresentadas pela mãe mudaram

No primeiro depoimento à Polícia Civil, a mãe afirmou que a criança teria se machucado durante uma brincadeira, ao ser lançada para o alto. Em seguida, ela mudou a versão e disse que teria ocorrido uma queda da rede.

As explicações, porém, não convenceram os profissionais de saúde diante do quadro observado: a criança apresentava hematomas, escoriações, mordidas, sangramento e indícios de violência sexual, o que afastou a possibilidade de acidente.

Contradições no relato do padrasto

Com isso, a Delegacia Geral de Homicídios de Boa Vista passou a investigar o caso. O padrasto, de 33 anos, disse que teria trabalhado o dia inteiro em uma borracharia e que só viu o enteado já ferido à noite.

O depoimento do empregador, no entanto, apontou que ele deixou o trabalho ao meio-dia e retornou apenas no meio da tarde, o que contradiz a versão apresentada.

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Foto: Reprodução)


Prisões e medidas determinadas

Segundo a polícia, os elementos reunidos indicam que o padrasto teria sido o autor direto das agressões que resultaram na morte de Gabriel. A mãe, de 32 anos, é investigada por omissão, sob a suspeita de não ter protegido o filho apesar da obrigação legal.

O padrasto foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Ele já era investigado por tentativa de homicídio em outro caso. Já a mãe foi liberada após audiência de custódia, mas deverá cumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e restrições de deslocamento.

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