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    Minas Gerais adota mais restrições na onda vermelha

    Cinco macrorregiões passam a ser classificadas como cenários epidemiológico e assistencial desfavoráveis

    Por Plox

    03/06/2021 16h42 - Atualizado há 5 meses

    De acordo com a recomendação do Comitê Extraordinário Covid-19, que se reuniu na manhã desta quinta-feira (3), o Governo de Minas Gerais decidiu que cinco macrorrregiões do estado devem adotar medidas ainda mais restritivas. As macrorregiões do Triângulo do Sul, Sul, Oeste, Leste do Sul e Centro Sul – que já estavam na onda vermelha - foram consideradas em cenários epidemiológico e assistencial desfavoráveis, o que aponta para um momento crítico da pandemia.

    Foto: Divulgação


    Cenários assistencial e epidemiológico desfavoráveis
    A classificação de uma macrorregião nestes cenários é feita a partir de metodologia proposta pela Sala de Situação da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em que os territórios em onda vermelha passam por análise ainda mais minuciosa dos indicadores Incidência e Espera por Atendimento, para identificar as tendências de piora na transmissão da doença e na ocupação de leitos e possíveis filas.
    “Esta gradação dentro da onda vermelha é importante, pois estamos em um momento heterogêneo da pandemia no estado, com cenários diferentes, porém críticos. Dentro destas diferenças, ressaltamos a necessidade de medidas mais restritivas, ainda, para evitar o estresse do sistema de saúde”, explicou o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti. Segundo ele, o momento ainda é de incidência alta da covid-19 no estado. 
    Incidência e Espera por Atendimento
    A combinação dos indicadores Incidência e Espera por Atendimento resulta na classificação dos cenários, que podem variar: Epidemiológico Desfavorável, Assistencial Desfavorável ou Assistencial e Epidemiológico Desfavorável. Em todos eles, passam a vigorar as seguintes medidas:                                             
    - Proibição de eventos, de atrativos culturais e naturais;
    - Proibição de academias, clubes e salões de beleza; 
    - Alimentação em Bares e Restaurantes - limitados até 19h; após este horário, apenas delivery, sem retirada em balcão.
    Ondas
    O estado tem, atualmente, 11 macrorregiões na onda vermelha e três na amarela, fase intermediária do Minas Consciente, plano criado para a retomada gradual e segura das atividades econômicas.
    Segundo dados extraídos desta quinta-feira, extraídos às 7h50, 250 pacientes suspeitos ou confirmados para covid-19 aguardam por internação em leitos de UTI, em Minas Gerais.
    Força-tarefa
    O secretário de Saúde destacou que as medidas ainda mais restritivas na onda vermelha somam-se à abertura de leitos, transferência de pacientes e às forças-tarefas que têm percorrido Minas Gerais, com monitoramento e orientações técnicas aos gestores locais para enfrentamento à pandemia. 
    Em maio, o grupo técnico da SES-MG esteve em Itajubá, Poço Fundo, Extrema, Três Corações, Alfenas e Passos. Em Itajubá, foram abertos 18 leitos de UTI e outros 20 para suporte ventilatório. Em Poço Fundo, foram abertos 10 leitos de UTI e, em Extrema, 10 leitos da mesma modalidade. 
    Estratégias para o feriado de Corpus Christi
    O feriado prolongado em virtude do Corpus Christi é uma preocupação do Governo de Minas Gerais, que está intensificando as estratégias de comunicação para conscientizar a população. Neste período, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) fará rondas nos municípios para reforçar, por meio de carro de som, os protocolos mais restritivos da onda vermelha. 
    As festas clandestinas e aglomerações com dia e hora marcada estão sendo monitoradas pela PMMG por meio das mídias sociais, uma vez que estes eventos estão proibidos na onda vermelha em todas suas gradações. 
    “Buscamos aumentar o entendimento da população sobre a necessidade de segurarmos a transmissão do vírus. As medidas restritivas locais são fundamentais neste sentido e é importante sensibilizarmos a população para isto”, afirmou Fábio Baccheretti.

    Primeiros efeitos da vacinação
    Apesar do momento ser considerado crítico, o secretário acredita que a vacinação traz esperança. Os dados mostram que tanto os óbitos como os números de casos de internação por covid-19 vêm caindo entre a população idosa vacinada, dos 70 aos 90 anos ou mais.

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