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    A inflação já chegou até no metaverso

    Talvez os negócios no ambiente virtual até compensem financeiramente, porém, essa é uma aposta para o futuro.

    Por Plox

    03/06/2022 14h27 - Atualizado há cerca de 1 mês

    Engana-se quem acredita que apenas o mundo offline está ficando mais caro. Por conta do aumento da popularidade do metaverso, esse ambiente digital também está sofrendo com a inflação.

    Recentemente, a companhia canadense Tokens.com, que tem negócios imobiliários no metaverso, gastou mais de US$ 2,5 milhões em apenas um terreno. O endereço em questão é uma parte de terra do Decentraland, um dos mundos digitais mais populares. Segundo a empresa, os preços tiveram um aumento de 400% a 500%.

     

    Inflação assusta, mas no metaverso é pior 
    Nos últimos dois anos, vários fatores culminaram com o aumento geral da inflação: pandemia, alta nos combustíveis e até a Guerra na Ucrânia. Embora a escalada nos preços seja diferente em cada país, o mundo todo tem sentido no bolso o peso das mudanças.

    No Brasil, por exemplo, tem sido difícil encontrar promoções de produtos básicos. A carne foi um dos alimentos que mais subiu de preço, sendo 21% somente no ano de 2021. Atualmente, um kilo de patinho bovino sai por R$ 34,99 em um grande mercado, como o Extra Online. Porém, os valores podem variar bastante dependendo do tamanho do estabelecimento e da região onde está.

    Por sua vez, o aumento dos preços no metaverso pode ser explicado pelo aumento do público nesse universo. Há cada vez mais pessoas e, principalmente, empresas interessadas em fazer parte do mundo digital.

    Enquanto alguns ainda não se dão conta do poder do metaverso, ele vai expandindo a sua atuação, da mesma forma que as redes sociais fizeram há anos. Em breve, será comum ter imóveis, carros e uma vida digital no ambiente.

     

    Terrenos valorizados dentro e fora da internet
    Apesar dos altos custos para ter um espaço próprio no metaverso, há quem não se importe tanto com a inflação digital. Esse é o caso de Snoop Dogg e Paris Hilton, celebridades que já possuem mansões e ilhas no mundo virtual.

    Antes, uma ilha no metaverso poderia ser comprada por US$ 15 mil. Agora esse valor chega a US$ 300 mil. Ou seja, é o mesmo preço que um imóvel médio nos Estados Unidos.

    O ritmo de compras tem sido tão acelerado que as principais empresas do metaverso venderam US$ 100 milhões em apenas uma semana, segundo este levantamento divulgado no Valor Econômico. Então, independentemente do custo, existe um público bastante interessado por estar nesse ambiente. Prova disso é que há pouco tempo um colecionador de NFTs pagou US$ 450 mil para ser vizinho da mansão do rapper Snoop Dogg.

    Na vida real, as pessoas compram terrenos e imóveis como uma forma conservadora de montarem o patrimônio. Além disso, em alguns locais, esse é o principal sonho. No Brasil, por exemplo, 87% da população deseja adquirir a casa própria.

    No entanto, as instabilidades econômicas e a alta nos juros são entraves para quem quer realizar esse objetivo. Segundo especialistas, os imóveis vão subir ainda mais, por conta da alta da Selic - que chega a 12,75% - e o conflito na Ucrânia, que afeta os valores das matérias-primas.

    Vale notar que o aumento da taxa básica de juros prejudica em especial quem financia o imóvel - que é a maior parte dos consumidores. De acordo com um cálculo feito pela FGV, a parcela de um apartamento de R$ 300 mil seria de R$ 2.708, se ele fosse negociado no meio do ano de 2021, quando a taxa era de 7,66%. Em dezembro, quando o custo era de 9,49% para financiar, a parcela ficaria em R$ 3.132. Ou seja, o mesmo imóvel teria uma mensalidade 15,7% mais cara.

    Por outro lado, quem está comprando terreno no metaverso tem um perfil mais arrojado, além de um poder aquisitivo maior. Talvez os negócios no ambiente virtual até compensem financeiramente, porém, essa é uma aposta para o futuro.

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