**Febre maculosa mata dois no Leste de Minas em 2026 e estado soma 20 casos confirmados**

Óbitos foram registrados em Córrego Novo e Mutum; balanço da SES-MG, atualizado em 30 de junho, aponta três mortes no estado e orienta medidas de prevenção contra o carrapato-estrela.

03/07/2026 às 16:02 por Redação Plox

O Leste de Minas registrou duas mortes por febre maculosa em 2026, nas cidades de Córrego Novo e Mutum. O balanço mais recente divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) aponta 20 casos confirmados e três óbitos no estado neste ano, com dados atualizados em 30 de junho de 2026.

Além das duas mortes na região, a SES-MG confirmou um caso em Sabinópolis, sem registro de óbito. A secretaria ressalta que os números podem ser revisados conforme a investigação e a atualização dos sistemas de vigilância.

Onde a doença tem sido mais registrada em Minas

Conforme a SES-MG, a febre maculosa pode ocorrer em todo o território mineiro, mas há maior atenção para áreas de macrorregiões como Centro, Vale do Aço, Leste e Leste do Sul. O período com mais notificações, em geral, vai de abril a outubro, quando as condições favorecem a circulação do carrapato transmissor.

Como ocorre a transmissão e quais cuidados reduzem o risco

A febre maculosa é transmitida principalmente pela picada do carrapato-estrela infectado. Para reduzir o risco, a orientação é evitar contato com carrapatos em áreas de mata, pastos e locais com presença de animais; usar roupas compridas e claras; aplicar repelente; e fazer inspeção do corpo após atividades ao ar livre.

Se houver carrapato preso à pele, a recomendação é a remoção rápida com pinça, com cuidado para não esmagar o parasita. A SES-MG também alerta que a doença pode ser grave e que a busca por atendimento médico é importante em caso de sintomas após exposição a áreas de risco.

Letalidade e perfil mais frequente

Em Minas, a taxa média de letalidade informada pela SES-MG é de aproximadamente 30%. Historicamente, a maior parte dos casos se concentra em homens entre 41 e 60 anos, segundo a secretaria.

As autoridades de saúde reforçam que a vigilância epidemiológica segue monitorando o cenário e que novas confirmações podem alterar o balanço divulgado no fim de junho.

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