Produção industrial do Brasil recua 0,2% em maio e interrompe quatro meses de alta, diz IBGE

Pesquisa Industrial Mensal aponta a primeira taxa negativa de 2026 na comparação com abril, apesar de leve alta frente a maio de 2025.

03/07/2026 às 11:06 por Redação Plox

A produção industrial brasileira caiu 0,2% em maio na comparação com abril, considerando os dados ajustados para efeitos sazonais. O resultado interrompeu quatro meses consecutivos de crescimento e marcou a primeira taxa negativa do setor em 2026, segundo a Pesquisa Industrial Mensal divulgada nesta sexta-feira (3) pelo IBGE


Indústria brasileira recua 0,2% em maio, pressionada por combustíveis e mineração.

Foto: Divulgação/Rafael Neddermeyer


Apesar do recuo mensal, a indústria produziu 0,2% mais do que em maio de 2025. Nos cinco primeiros meses deste ano, o avanço acumulado chegou a 1,4%, enquanto a variação nos últimos 12 meses ficou positiva em 0,4%. O nível de produção está 4,5% acima do registrado antes da pandemia, em fevereiro de 2020, mas ainda 13% abaixo do recorde alcançado em maio de 2011.

Combustíveis e setor extrativo puxam queda

As maiores pressões negativas vieram da fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, que recuou 6,1%, e das indústrias extrativas, com queda de 2,6%. Os dois segmentos vinham de cinco meses seguidos de expansão. Álcool etílico e gasolina pesaram sobre o primeiro grupo, enquanto minério de ferro, petróleo bruto e gás natural influenciaram a atividade extrativa.

A produção de alimentos também diminuiu, com retração de 1,3%. Na direção oposta, os principais avanços foram registrados na indústria farmoquímica e farmacêutica, com alta de 13,1%; na fabricação de veículos, reboques e carrocerias, com 4,1%; e em produtos químicos, com 3,1%. O setor automotivo completou o quinto mês seguido de crescimento, impulsionado pela fabricação de automóveis, caminhões e autopeças.

Bens duráveis foram exceção entre grandes categorias

Entre as quatro grandes categorias econômicas pesquisadas, somente os bens de consumo duráveis apresentaram crescimento de abril para maio, com alta de 3,6%. A produção de bens de consumo semi e não duráveis caiu 1,3%, enquanto bens intermediários recuaram 0,4% e bens de capital, que incluem máquinas e equipamentos, diminuíram 0,2%.

No acumulado de janeiro a maio, três categorias ainda mantêm crescimento, mas a produção de bens de capital apresenta queda de 6,2% frente ao mesmo período de 2025. Os dados referentes ao desempenho da indústria em junho estão previstos para serem divulgados pelo IBGE em 4 de agosto.

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