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    Homem preso injustamente é solto e recebido com festa no Vale do Aço

    Max estava preso desde o dia 15 de julho, ele foi acusado de ter cometido dois assaltos

    Por Plox

    03/08/2021 20h49 - Atualizado há cerca de 2 meses

    Depois de quase 20 dias preso, Maxsuel Vieira Ribeiro, o Max, de 35 anos, foi solto nesta terça-feira (3), após ser preso injustamente, segundo os familiares. Ele foi acusado de assaltar uma mulher no dia 17 de julho e outra no dia 6 do mesmo mês.

     

    Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, depois da conclusão do inquérito e do indiciamento de Max, a delegada pediu a soltura do acusado por entender que ele não é o autor do crime. O Ministério Público se manifestou a favor e o juiz protocolou a decisão.

    Depois de muita insistência e protesto realizado por familiares e amigos, eles comemoram a soltura do homem, que foi recebido com festa no bairro Parque Caravelas, onde mora, em Santana do Paraíso, Minas Gerais.

    A irmã de Max, Rafaela Vieira, agradeceu o apoio de todos os amigos. “Como família, é uma satisfação e emoção enorme está participando deste momento. Só mesmo Deus sabe de como foi árdua a luta, o quanto a gente lutou, suou mesmo, para poder tirar ele lá de dentro”, afirmou. “Ele está bem, está tranquilo. A gente vai tentar agora cuidar da parte psicológica dele", completou. 

    Foto: divulgação

     

    Foto: divulgação

     

    Foto: divulgação

     

    ENTENDA O CASO

    Maxsuel foi preso no dia 17 de julho deste ano, depois de ser identificado por duas mulheres, como autor de dois roubos, um que aconteceu no bairro Parque Caravelas, em Santana do Paraíso, e outro que ocorreu no bairro Veneza, em Ipatinga, cidade vizinha. 

    Familiares e amigos compartilharam “#JustiçaPorMax”. Foto: montagem/divulgação

     

    Mas, familiares e amigos do homem se juntaram e se manifestaram contra a prisão. Isso porque, segundo pessoas próximas, no dia em que foi preso, ele estava trabalhando como mototaxista, inclusive, estava com uma cliente na garupa. Os relatos ainda dão conta de que Max não estava com os materiais roubados e ele negava a todo momento ser o autor do roubo. No boletim de ocorrência, a vítima diz que o autor era um homem negro e com cerca de 1,80 de altura, no entanto, familiares disseram que Max mede cerca de 1,60. 

    Após sua prisão, os vizinhos e comerciantes do bairro fizeram protesto e reforçaram sua inocência e integridade. A justiça negou por duas vezes a sua soltura. Durante todo o processo, amigos disseram que reuniram provas de que Max estava trabalhando no momento do crime. 

    Foto: divulgação

     

    O QUE DIZ O BOLETIM DE OCORRÊNCIA?

    Segundo o boletim de ocorrência realizado no dia do crime, a vítima do roubo informou que estava transitando pela rua Santos, no bairro Parque Caravelas, juntamente a seu filho, momento em que foi surpreendida por um indivíduo simulando estar armado. 

    O criminoso teria exigido, sob ameaça de morte, os cordões de ouro da vítima. Ela entregou e o assaltante fugiu em uma moto. O infrator foi descrito pela vítima como um indivíduo de estatura aproximada de 1,80m, trajava calça jeans e camisa preta. 

    Após diligências e verificações em sistemas de monitoramento residencial, foi possível constatar que o autor utilizou no crime uma motocicleta similar à Honda/CG Titan, de cor escura, com roda dianteira de liga leve e a traseira tradicionalmente raiada. 

    Militares tomaram conhecimento do fato e realizaram contato em locais com sistema de monitoramento com intuito de identificar a rota de fuga do criminoso. Durante uma verificação na divisa de bairros, um policial visualizou uma motocicleta sendo conduzida por Maxsuel, com as mesmas características relatadas pela vítima e identificadas nas imagens. 

    Ainda segundo a PM, Maxsuel foi abordado e com ele foram encontrados R$ 598; ele alegou ser dinheiro de arrecadação de suas corridas como mototaxista e de outro trabalho. O boletim ainda informa que o homem entrou em contradição, alegando num primeiro momento que faria uma viagem para a Bahia no próximo dia e, em outro momento, relatou que teria que fazer várias corridas para diversas lojas e comércios de Ipatinga. 

    De imediato, foi realizado contato com a vítima que reconheceu Maxsuel como o autor do  crime. Ela ainda foi categórica na afirmativa de que a motocicleta dele teria sido utilizada no roubo, bem como os capacetes.

    Durante troca de informações com equipes de Ipatinga, foi mencionado que havia ocorrido um roubo no dia 6 de julho do mesmo mês, no bairro Veneza, com o mesmo “modus operandi”. A vítima também confirmou que Maxsuel foi o assaltante.

    Diante dos fatos, o homem foi preso e o adolescente que estava com ele na garupa foi liberado. Ainda foram realizadas buscas na casa de Masxuel, contudo, nada foi localizado. 
     

     

    Matéria atualizada às 14h desta quarta-feira (4), para correção da data do crime. Segundo Max, ele foi preso no dia 17 e não no dia 15, conforme registrado no boletim de ocorrência.

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