Advogados de Bolsonaro pedem arquivamento do inquérito das joias, citando Lula como exemplo

Advogados argumentam que tratamento dado a Lula deve ser estendido a Bolsonaro, em relação a presentes de luxo recebidos durante mandatos presidenciais.

03/08/2024 às 11:20 por Redação Plox

Os advogados de Jair Bolsonaro (PL) protocolaram nesta sexta-feira um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para arquivar o inquérito que investiga o ex-presidente por desvio de peças de luxo recebidas durante seu mandato. O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, será responsável pela análise da manifestação. A equipe de defesa de Bolsonaro baseia seu pedido no tratamento dispensado ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que recebeu presentes semelhantes durante seus primeiros mandatos.

Valter Campanato Agência Brasil

Caso Lula

A defesa de Bolsonaro citou que Lula possui um relógio Piaget, avaliado em R$ 80 mil, e um Cartier de R$ 60 mil, ambos recebidos como presentes durante seus primeiros mandatos presidenciais. Os advogados argumentam que, assim como no caso de Lula, o inquérito contra Bolsonaro deveria ser arquivado.

Contexto das joias

O inquérito investiga Bolsonaro e outras 11 pessoas, indiciadas pela Polícia Federal (PF) por peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa, relacionados a presentes recebidos do príncipe Abdulaziz bin Salman Al Saud, ministro da Energia da Arábia Saudita. Os itens incluem três relógios, um colar de diamantes, dois rosários, um par de brincos e um par de abotoaduras. A defesa de Bolsonaro alega que houve consulta prévia ao Gabinete Adjunto de Documentação Histórica (GADH) antes de incorporar essas peças ao acervo pessoal do ex-presidente.

Possível encaminhamento

Caso o ministro Alexandre de Moraes rejeite o pedido de arquivamento, os advogados de Bolsonaro solicitam que o caso seja remetido de volta à Justiça Federal em Guarulhos, São Paulo, onde teve início a investigação em primeira instância. Além disso, a defesa busca impedir a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso.

Quebra de sigilo e prazo para manifestação da PGR

No mês passado, Moraes derrubou o sigilo do inquérito das joias e estabeleceu um prazo de 15 dias para que a PGR se manifeste sobre o relatório final da PF. Este relatório recomenda o indiciamento de Bolsonaro e outros envolvidos pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a