PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
A Bombril retomou nesta segunda-feira (3) as atividades na fábrica de São Bernardo do Campo, no Grande ABC, dois dias após três trabalhadores terceirizados serem mortos dentro da unidade, no bairro Rudge Ramos. A empresa informou que mobilizou uma equipe de 18 psicólogos e assistentes sociais para acolher empregados afetados pelo caso.
Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, foi alvo de ataque cometido por funcionário terceirizado
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Os profissionais devem se revezar nos três turnos de trabalho para atender funcionários que precisarem de suporte emocional, informou a companhia. A Bombril também afirmou que, em conjunto com a empresa terceirizada TPC, acompanha o acolhimento prestado às famílias das vítimas.
A Polícia Civil apura as mortes de três homens, de 39, 44 e 54 anos, registradas na manhã de sábado (1º) na fábrica. De acordo com a corporação, o autor apontado no caso, de 33 anos, entrou no local de trabalho e atacou as vítimas com uma faca.
O homem foi levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo após ser contido por pessoas que estavam na empresa. Ainda segundo a Polícia Civil, ele morreu na carceragem após atentar contra a própria vida; a Corregedoria foi acionada para apurar as circunstâncias da morte sob custódia.
Os quatro envolvidos eram funcionários da TPC, responsável pela operação logística na unidade da Bombril. Relatos incluídos no boletim de ocorrência indicam uma possível situação de bullying envolvendo parte dos trabalhadores, mas essa hipótese não foi confirmada e será analisada durante a investigação.
Em nota, a Bombril declarou que mantém canal de ética para relatos de bullying, assédio e outras condutas irregulares, aberto também a terceirizados. A empresa disse que não havia denúncias contra os envolvidos no episódio.
A TPC informou possuir canal de denúncias independente, disponível 24 horas por dia, além de equipe especializada para apoio psicológico a colaboradores e familiares. A companhia afirmou que não identificou, até o momento, registros de denúncias relacionadas ao caso e que colabora com as autoridades.
O inquérito será conduzido pela equipe de homicídios da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de São Bernardo do Campo, que deverá esclarecer a dinâmica e a motivação do ataque.