Ataque a tiros deixa três mortos e mulher gravemente ferida em Juruti, Pará

Polícia Militar apontou o vigilante Willame de Lira Lopes como responsável pelos disparos contra a ex-companheira, a filha do casal e o atual companheiro da mulher.

03/08/2026 às 12:21 por Redação Plox

Um ataque a tiros deixou três mortos e uma mulher gravemente ferida na noite de sexta-feira (31 de julho), em Juruti, no oeste do Pará. A Polícia Militar apontou o vigilante Willame de Lira Lopes, de 35 anos, como autor dos disparos contra a ex-companheira, a filha do casal e o atual companheiro da mulher. Após o crime, ele morreu ao atirar contra si mesmo.


Vigilante mata filha de 10 anos e companheiro da ex após invadir casa em Juruti.

Foto: Reprodução



As vítimas foram identificadas como Maria Luz de Sousa Lopes, de 10 anos, e Wellington Sousa dos Reis. Wellington morreu dentro da residência. A criança chegou a ser levada para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. 


Vitimas foram identificadas como Maria Luz de Sousa Lopes, de 10 anos, e Wellington Sousa dos Reis.

Foto: Reprodução


A mãe da menina, Frandeilza de Sousa dos Santos, também foi atingida e permanece internada em estado grave. Segundo as informações policiais, Willame teria invadido a casa e usado nos disparos uma arma da empresa de segurança onde trabalhava. A motivação investigada é a não aceitação do fim do relacionamento.

Suspeito havia sido preso por violência doméstica

Documentos judiciais obtidos pela imprensa mostram que Willame havia sido preso em flagrante em 3 de julho, suspeito de agredir e ameaçar uma mulher em um episódio de violência doméstica. Na audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva diante da gravidade das acusações, do risco de novos crimes e do acesso do investigado a armas durante o trabalho.

A prisão preventiva foi revogada em 10 de julho, após pedido da defesa e manifestação do Ministério Público. O magistrado considerou que a liberdade, acompanhada de medidas cautelares e protetivas, seria suficiente para preservar a ordem pública e o andamento do processo.

Entre as restrições estavam a proibição de contato e de aproximação da vítima, o afastamento dos locais frequentados por ela e a proibição de portar arma de fogo fora do trabalho. Durante o expediente, o porte seria permitido sob supervisão da empresa.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do ataque, a origem da arma utilizada e os fatos ocorridos antes dos disparos. Frandeilza seguia hospitalizada em estado grave até a última atualização divulgada.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a