PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
A bebida desperta interesse sobretudo pela forma como os grãos são obtidos. Os jacus circulam pela plantação e consomem os frutos que escolhem para se alimentar. Depois, as sementes são eliminadas intactas, localizadas na propriedade e recolhidas uma a uma pelo produtor.
Foto: Olhar Infinito / Secult MG
Leandro Rodrigues, responsável pela produção, explicou à jornalista Vanessa Peixoto, do PLOX, que o comportamento da ave atua como uma seleção natural. Segundo ele, o jacu procura os frutos mais adequados disponíveis no cafezal, realizando uma escolha rigorosa antes de se alimentar.
Foto: Reprodução
Após a passagem pelo organismo da ave, os grãos desenvolvem uma fermentação natural, característica que diferencia o produto dos cafés elaborados por métodos convencionais. Para Leandro, é justamente esse percurso que faz da bebida uma experiência exótica.
Foto: Vanessa Peixoto / PLOX
As sementes costumam ser encontradas sob as árvores frequentadas pelos jacus. Durante toda a colheita, o produtor percorre o terreno em busca dos grãos, que passam por higienização e preparação antes de seguirem para a secagem em terreiro suspenso.
Depois dessa etapa, ocorre o beneficiamento. Só então o café está pronto para ser torrado, embalado e disponibilizado ao consumidor. Trata-se de um processo manual, dependente tanto da presença das aves quanto da identificação das sementes espalhadas pela propriedade.
A quantidade restrita de grãos encontrados e a coleta individual ajudam a explicar por que o café do jacu é considerado raro. Ao contrário da produção convencional, não há uma colheita em grande escala: o resultado depende dos frutos escolhidos pelas aves e dos locais onde as sementes são depositadas.
Leandro decidiu incluir o café do jacu na marca de cafés especiais que já mantinha. Para evitar que o produto tivesse a mesma apresentação dos demais itens da linha, buscou uma embalagem com identidade própria.
A ideia surgiu ao observar uma lata de achocolatado em casa. Depois de entrar em contato com uma fábrica e receber amostras, o produtor começou a desenvolver o novo formato. Atualmente, o café é vendido em latas de 100 gramas, escolhidas para diferenciá-lo dos pacotes tradicionais.
Foto: Olhar Infinito / Secult MG
A curiosidade costuma ser a primeira reação de quem conhece o café do jacu. Durante a conversa com Leandro, Vanessa Peixoto provou a bebida e destacou o caráter incomum da experiência.
Para o produtor, as dúvidas iniciais dos consumidores geralmente envolvem a procedência dos grãos e a expectativa em torno do sabor. Ele considera que o maior diferencial está no método de elaboração, marcado pela seleção dos frutos feita pela ave e pela fermentação natural ocorrida durante a digestão.
A combinação entre produção reduzida, coleta manual e processo natural de fermentação posiciona o café como uma opção exótica entre os cafés especiais produzidos em Minas Gerais.
O município de Cabo Verde também fez parte do itinerário da campanha Minas Inédita, criada pelo Governo de Minas Gerais para apresentar, no Brasil e no exterior, destinos e vivências ainda pouco conhecidos no estado.
Cerca de 40 jornalistas participaram da iniciativa, que percorreu povoados, vilas e vilarejos mineiros, no fim de junho. No trajeto, o grupo teve contato com manifestações culturais, gastronomia regional, meios de hospedagem e iniciativas ligadas ao turismo de base comunitária.
A proposta é ampliar a visibilidade de localidades mineiras e valorizar suas tradições, histórias, produtos e experiências. Em Cabo Verde, o café do jacu produzido artesanalmente no Sítio Córrego Fundo esteve entre os atrativos apresentados.