PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
A Justiça concedeu liberdade provisória, nesta segunda-feira (3), ao estudante de medicina de 39 anos preso após uma paciente denunciar uma suposta importunação sexual durante atendimento no Hospital Universitário Alzira Velano, em Alfenas, no Sul de Minas. O investigado foi afastado das atividades na unidade, que abriu uma apuração interna.
Hospital Universitário Alzira Velano
Foto: crédito: Reprodução/Google StreetView
O estudante havia sido detido durante a madrugada. A Polícia Civil informou que ele foi ouvido pela 2ª Central Estadual do Plantão Digital e teve a prisão em flagrante ratificada pelo crime de importunação sexual, previsto no artigo 215-A do Código Penal. Posteriormente, a Justiça autorizou que ele respondesse ao caso em liberdade.
A ocorrência foi registrada por volta de 1h. À Polícia Militar, a paciente relatou que havia sido atendida inicialmente por um médico e uma enfermeira. Depois, o estudante teria entrado sozinho no quarto e solicitado que ela mostrasse novamente as partes íntimas.
Segundo o relato da vítima aos militares, o suspeito teria tocado a região genital dela sem autorização e sem utilizar luvas. A paciente também afirmou que foi fotografada sem consentimento e submetida a perguntas pessoais que lhe causaram constrangimento. As circunstâncias são investigadas pela Polícia Civil.
O Hospital Universitário Alzira Velano informou que afastou imediatamente o estudante de todas as atividades desenvolvidas na instituição. A unidade também instaurou procedimentos administrativos para apurar o ocorrido e comunicou a instituição de ensino responsável pelo aluno.
A direção ressaltou que estudantes de medicina não têm autorização para atender pacientes sem o acompanhamento de um médico supervisor. O hospital afirmou ainda que a conduta descrita na denúncia não integra seus protocolos assistenciais e que a paciente e seus familiares recebem suporte de uma equipe multiprofissional.
À EPTV, a defesa alegou que o estudante não teria agido com intenção de cometer uma irregularidade e que desconhecia a exigência de acompanhamento de um médico supervisor durante o procedimento. O advogado não se manifestou sobre as demais acusações feitas pela paciente. O caso permanece sob investigação.