Cerca de 300 integrantes do MST ocupam entrada de fazenda no sudeste do Pará

Grupo bloqueou o acesso à Fazenda Surubim, entre Xinguara e Eldorado dos Carajás, e reivindica a destinação da área para a reforma agrária.

03/08/2026 às 08:17 por Redação Plox

Cerca de 300 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, na manhã de sábado (1º), a entrada da Fazenda Surubim, localizada entre Xinguara e Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará. A mobilização ocorreu no Retiro Cajazeiras, a aproximadamente 10 quilômetros do distrito de Rio Vermelho



Cerca de 300 integrantes do MST ocupam acesso à Fazenda Surubim, no sudeste do Pará.

Vídeo: Reprodução/Redes Sociais


A Polícia Militar informou que o grupo bloqueou o acesso à propriedade, restringindo a entrada de funcionários e dos responsáveis pelo imóvel. A corporação realizou o levantamento inicial da ocorrência e acionou equipes da Delegacia Especializada em Conflitos Agrários (DECA) e do Batalhão de Polícia Rural para acompanhar a situação. Não houve registro oficial de confrontos ou feridos. 


Polícia Militar informou que o grupo bloqueou o acesso à propriedade, restringindo a entrada de funcionários e dos responsáveis pelo imóvel.

Foto: Reprodução/FRAME VIDEO



Segundo informações enviadas à redação, os participantes da ocupação reivindicam que a área seja destinada à reforma agrária, com a criação de assentamentos para famílias de trabalhadores rurais sem terra.

Fazenda foi avaliada pelo Incra para reforma agrária

Um laudo divulgado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em março de 2026, mostra que a Fazenda Surubim foi vistoriada para eventual aquisição destinada à reforma agrária. O documento abrange áreas localizadas em Piçarra, Eldorado dos Carajás, Curionópolis e Xinguara.

O levantamento oficial avaliou aproximadamente 10,9 mil hectares e estimou capacidade para o assentamento de 201 famílias. A existência do laudo, porém, não significa que a aquisição do imóvel ou sua destinação para reforma agrária já tenha sido concluída.

Até o fechamento desta matéria, as fontes consultadas não informavam a existência de decisão judicial recente determinando reintegração de posse ou desocupação da fazenda. A ocorrência permanecia sob acompanhamento dos órgãos de segurança responsáveis pelos conflitos agrários na região.

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