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    Caso Isabele: investigação da morte de garota de 14 anos toma outros rumos

    Por Plox

    03/09/2020 12h33 - Atualizado há cerca de 1 ano

    De acordo com o inquérito apresentado pela Polícia Civil, a adolescente de 14 anos que matou a amiga, Isabele Guimarães Ramos, no dia 12 de julho deste ano, estava em  plena consciência dos riscos de ter uma arma apontada para a vítima.

    Segundo a Polícia Civil, a adolescente responderá por ato infracional análogo a homicídio doloso, quando há intenção de matar, além dos crimes de imprudência e imperícia.

    A conclusão do inquérito foi apresentada pelo delegado titular da Delegacia Especializada no Adolescente, Wagner Bassi, durante uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (02). 

    Foto-Reproducao Foto: Reprodução

     

    Relembre o caso

    Isabele Guimarães foi morta com um disparo no rosto, efetuado pela amiga de 14 anos, no último dia 12 de julho, em uma confraternização entre amigos e familiares em um condomínio de luxo, em Cuiabá, Mato Grosso.
     
    Depoimento da adolescente
     
    Durante o depoimento à polícia, a adolescente alegou que pegou o case com as armas e imediatamente subiu para guardá-lo no primeiro andar da casa, onde também se encontrava a vítima. Então percebeu que Isabele estava no banheiro, dentro do closet. 
     
    Logo decidiu chamar Isabele, batendo na porta do closet e o case caiu no chão. A adolescente falou que pegou as armas, segurando uma delas firmemente em punho para não deixar cair novamente, por este motivo, se desequilibrou e, nesse momento, ocorreu o disparo.
     
    Laudo da perícia 
     
    De acordo com o laudo da perícia, o disparo foi dado entre 20 e 30 centímetros de distância, estando com a arma posicionada a uma altura de 1,44 m do piso, com a atiradora de frente para vítima, e dentro do banheiro. A defesa da adolescente que atirou disse que a perícia está equivocada e negam a intenção de matar.
     
    O delegado afirma que o namorado da adolescente também responderá por ato infracional análogo ao porte ilegal de armas de fogo, por transitar armado sem autorização e também, porque o tiro que matou Isabele partiu de uma dessas armas, pertencentes ao pai dele. 

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