Abracrim pede afastamento cautelar de Alexandre de Moraes do STF

Entidade cita informações sobre alegadas conversas com Daniel Vorcaro e defende análise técnica e independente do material divulgado.

03/09/2026 às 11:30 por Redação Plox

Abracrim defende afastamento cautelar de Alexandre de Moraes após informações sobre Vorcaro

A Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim) divulgou, nesta quarta-feira (2), uma nota na qual pede o afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O posicionamento foi divulgado após a circulação de informações sobre conversas atribuídas ao magistrado e ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Para a entidade, o material tornado público deve passar por uma análise técnica e independente. A Abracrim sustenta que essa apuração é necessária para resguardar a credibilidade das instituições e evitar dúvidas relacionadas à imparcialidade do STF.

As informações mencionadas pela Abracrim tratam de alegadas conversas entre Moraes e Vorcaro

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


Entidade defende medida temporária durante investigação

Na manifestação, a associação argumenta que um eventual afastamento teria natureza cautelar e vigoraria até o encerramento das verificações sobre os fatos divulgados. Segundo a Abracrim, a providência serviria para assegurar transparência na condução das apurações.

A nota também cita a existência de elementos que precisariam ser examinados pelas autoridades competentes, entre eles supostos diálogos, movimentações contratuais, fluxos financeiros e tratativas consideradas relevantes pela entidade.

Abracrim defende afastamento cautelar de Alexandre de Moraes após informações sobre Vorcaro

Foto: Rosinei Coutinho/STF


Posicionamento não representa conclusão sobre responsabilidades

As informações mencionadas pela Abracrim tratam de alegadas conversas entre Moraes e Vorcaro. Ainda assim, o documento divulgado pela associação constitui um posicionamento institucional e não aponta, por si só, a confirmação de irregularidades nem atribui responsabilização aos envolvidos.

O episódio se insere no debate público sobre a atuação de integrantes do Judiciário e sobre a necessidade de investigar denúncias que envolvam autoridades. A manifestação da Abracrim não menciona a defesa de Alexandre de Moraes nem os demais envolvidos.

O teor das conversas e possíveis efeitos jurídicos continuam sujeitos às apurações oficiais.

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