Nikolas Ferreira puxa coro contra Moraes durante ato na Avenida Paulista
Manifestação liderada por Flávio Bolsonaro em São Paulo (SP) reuniu críticas ao ministro Alexandre de Moraes e promessas sobre indicações ao STF.
Destinado a oferecer curos jurídicos e de aperfeiçoamento profissional, o instituto será transformado em uma entidade sem fins lucrativos, de acordo com o magistrado.
A decisão ocorre após série de reportagens, de diferentes veículos, mostrarem que o Iter recebeu dinheiro por meio de contratos com órgãos públicos, sem licitação.
André Mendonça deixa sociedade de instituto após denúncias sobre contratos sem licitação.
Foto: Antônio Augusto
O Estadão revelou que a instituição arrecadou alo menos R$ 4,8 milhões em pouco mais de um ano de atividade, quando foi fundada em 2023. Mendonça era o rosto do instituto, presente nas principais peças publicitárias, e sua principal atração. O próprio ministro declarava que o Iter, além de cursos, se oferecia para sediar conversas com autoridades, como um lugar neutro, longe das “influências” em Brasília.
Entre os contratantes do Iter estão o governo de São Paulo, comandado por Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), candidato à reeleição, e a administração de Ricardo Nunes (MDB-SP) na Prefeitura de São Paulo.
Foi na sede do instituto que Mendonça recebeu o então dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Foto: Luiz Roberto/TSE
Foi na sede do instituto que Mendonça recebeu o então dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, por intermédio de um deputado federal do PL, como confirmou na quarta-feira (2) o ministro, após revelação de reportagem.
O Iter foi criado como uma empresa de sociedade limitada (Ltda.) em novembro de 2023, quando o Mendonça já integrava o STF, por indicação do então presidente Jair Bolsonaro (PL). As atividades da instituição só começaram no início de 2024. No mesmo ano, o Iter virou uma S.A. (sociedade anônima de capital fechado).