Nikolas Ferreira puxa coro contra Moraes durante ato na Avenida Paulista
Manifestação liderada por Flávio Bolsonaro em São Paulo (SP) reuniu críticas ao ministro Alexandre de Moraes e promessas sobre indicações ao STF.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, aparece citado em documentos da investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master, segundo reportagem publicada pelo Pleno.News com base no material da apuração. O mesmo conjunto de informações é alvo de um pedido apresentado por Gonet ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que diligências sejam anuladas.
Procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro Alexandre de Moraes, do STF
Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE
De acordo com a publicação, Gonet aparece ao menos 33 vezes no material produzido pela PF. No pedido enviado ao STF, o procurador-geral argumenta que a investigação deveria ser considerada inválida porque diligências teriam sido autorizadas sem análise do plenário da Corte, já que a apuração também envolvia o ministro Alexandre de Moraes.
A tese apresentada pelo PGR, conforme a reportagem, não questiona o conteúdo das mensagens registradas no procedimento, mas a forma como as informações foram obtidas. Gonet sustenta que a ausência de autorização adequada comprometeria a validade dos atos investigativos.
O material divulgado aponta que Gonet aparece em conversas envolvendo Ciro Soares, advogado que atendia Daniel Vorcaro, ex-banqueiro citado no caso. Entre as mensagens atribuídas ao procurador-geral estão manifestações de apoio e referências a uma possível viagem ao exterior.
Segundo a reportagem, as mensagens, analisadas isoladamente, não comprovariam irregularidade. O ponto levantado na investigação é a presença do nome do chefe da Procuradoria-Geral da República no próprio material cuja validade ele questiona judicialmente.
O caso Banco Master segue sob análise no Supremo Tribunal Federal, com discussões envolvendo a legalidade dos procedimentos adotados durante a investigação e a validade das provas reunidas.