Daniel Vorcaro diz ao STF que mensagens sobre agressões foram enviadas durante irritação

Banqueiro negou comandar estrutura criminosa, contestou interpretação da Polícia Federal e admitiu ter buscado informações sigilosas.

03/09/2026 às 10:49 por Redação Plox

O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em depoimento prestado a auxiliares do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que mensagens nas quais teria falado em agressões contra adversários foram enviadas em momentos de irritação e que nenhuma das ações chegou a ser realizada.

Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, em aparição pública ligada ao escândalo de fraude financeira

Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, em aparição pública ligada ao escândalo de fraude financeira

Foto: crédito: Reprodução

Segundo o relato do depoimento, revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo, Vorcaro negou ser responsável por uma estrutura criminosa e afirmou que as conversas usadas pela Polícia Federal para sustentar suspeitas contra ele representariam episódios isolados em meio a centenas de milhares de mensagens.

Banqueiro nega ameaças e fala em “narrativa” da PF

Questionado pela defesa sobre acusações de que comandaria uma organização armada, Vorcaro afirmou que nunca teria participado de agressões ou utilizado armas contra alguém. Ele disse que a investigação teria criado uma imagem de pessoa violenta para justificar sua prisão.

No depoimento, o banqueiro declarou que algumas mensagens foram apenas desabafos feitos em um momento de tensão e que, posteriormente, teria pedido para que os assuntos fossem esquecidos.

As investigações da Polícia Federal apuram suspeitas de que Vorcaro teria ligação com um grupo liderado por Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, apontado pelos investigadores como responsável por ações de ameaça contra desafetos do banqueiro. As acusações ainda são objeto de investigação.

Vorcaro admite busca por informações sigilosas

Durante o depoimento, Vorcaro também reconheceu ter recorrido a pessoas para obter informações sigilosas de órgãos públicos. Ele classificou a conduta como um erro, mas negou que esses dados tenham sido usados para ameaçar ou atacar pessoas.

O banqueiro afirmou ainda que se aproximou de políticos por uma suposta necessidade de proteção e disse possuir informações que poderiam embasar uma eventual colaboração envolvendo integrantes do governo.

As declarações fazem parte das investigações relacionadas ao caso envolvendo o Banco Master e outros fatos apurados pelas autoridades. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também analisou relatos apresentados por Vorcaro e, segundo informações divulgadas, pediu o arquivamento de uma parte das declarações por entender que não havia elementos suficientes para apontar crime.

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