Presa dona de asilo e família que abusava de idoso e de jovem deficiente

03/10/2019 11:08

A polícia apurou ainda que 76 idosos foram torturados no local e 18 pessoas morreram

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Um idoso de 76 anos e uma jovem deficiente física de 23, foram vítimas de estupro por parte dos donos e de empregados da Casa Acolhendo Vidas, localizado em Santa Luzia (MG) e em funcionamento há cinco anos. Mais 76 idosos residentes no asilo também sofreram tortura e agressão física no local, causando 18 mortes. A informação foi confirmada após investigações da Polícia Civil, divulgadas na quarta-feira, 2 de outubro. 

Quatro pessoas da família da dona do local são acusados e foram presos:  a proprietária Elizabeth Lopes Ferreira, 47 anos, Poliana Lopes Ferreira, 27, filha dela, ainda, Patrícia Lopes Ferreira, 21, também filha, além de Paulo Lopes Ferreira, 53, esposo de Elizabeth. Os investigadores ouviram mais de 50 pessoas, apreenderam documentos e obtiveram laudos médicos dos internos (foto: Jair Amaral/EM/DA Press)

Autoridades policiais repassaram informações sobre o caso- Foto: Reprodução

Os residentes relataram à polícia que recebia punições como não receber alimentos e água por até três dias, além de banhos frios com a água da piscina. Sobre as mortes, elas estão relacionadas à piora no quadro de saúde dos moradores, que não eram medicados e nem recebiam os cuidados necessários, principalmente, aqueles que já estavam doentes.

Os abusos e maus-tratos chegaram ao conhecimento da polícia através de um médico da cidade, que fez denúncia às autoridades. A primeira vítima foi a jovem de 23 anos, que tem as pernas e os braços atrofiados. Ele apanhava, era vista por testemunhas gritando, sendo beijada à força e abusada por Paulo e Elizabeth, além de dormir vestida e acordar nua. 

A dona do asilo ainda é acusada de estuprar o homem de 76 anos, que na época, tinha 71, o obrigando a fazer sexo oral nela e outros atos depravados. Conforme a delegada Bianca Prado, “é importante dizer que esse senhor é lúcido. Ele estava no asilo por conta de um problema na perna. Hoje, inclusive, é uma pessoa que mora sozinha". Os trabalhos no caso duraram cerca de dois meses, quando houve análise de laudos médicos, de documentos e mais de 50 pessoas foram ouvidas.

 

 

 


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