TSE confirma Douglas Ruas no Rio e fortalece Flávio Bolsonaro no segundo turno
Anulação de votos de Anthony Garotinho levou Douglas Ruas, do PL, à vitória no primeiro turno no Rio; resultados em São Paulo e Minas ampliam a base do partido.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou nesta sexta-feira (2) que Michelle Bolsonaro (PL-DF), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, estaria tendo a rotina de campanha afetada pelos cuidados com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao criticar a situação judicial do ex-presidente, Damares declarou que Michelle seria a “carcereira de Bolsonaro”.
Damares Alves e Michelle Bolsonaro em 2020
Foto: Reprodução
A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais depois de Michelle deixar de comparecer presencialmente a um evento de campanha marcado para as 13h, em Brasília. Damares afirmou inicialmente que Bolsonaro havia passado mal e que a ex-primeira-dama participou do compromisso por chamada de vídeo.
Após a repercussão, Michelle esclareceu que o marido não havia propriamente passado mal. A candidata afirmou que Bolsonaro está bem, mas vem enfrentando “dias mais difíceis”, com episódios de ansiedade.
Damares também esclareceu posteriormente que Bolsonaro havia apresentado uma indisposição no início da semana e que o episódio não teria sido grave.
Um relatório médico divulgado nesta sexta-feira apontou que o ex-presidente apresenta quadro clínico estável, com pressão arterial controlada e avaliação cardíaca considerada normal. O documento também registra redução na frequência e intensidade dos episódios de soluços após ajuste na medicação.
No vídeo, Damares associou a ausência de Michelle do evento às condições impostas ao ex-presidente e responsabilizou decisões judiciais pela situação enfrentada pelo casal.
A Michelle é a carcereira do Bolsonaro, declarou a senadora, ao argumentar que a ex-primeira-dama precisa permanecer ao lado do marido para auxiliá-lo.
Damares também afirmou que, caso seu grupo político não vença as eleições, Bolsonaro poderia “morrer na cadeia”. A declaração faz parte do discurso político da senadora e não de uma avaliação médica sobre o estado de saúde do ex-presidente.
Durante a mesma manifestação, Damares criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), questionou decisões da Corte e classificou Bolsonaro e outros condenados ou presos em processos relacionados aos atos de 8 de janeiro e à tentativa de golpe como “presos políticos”. A caracterização corresponde à posição da senadora.
A parlamentar encerrou o vídeo defendendo candidatos de direita nas eleições deste domingo (4) e relacionando o resultado das urnas a temas como segurança pública, economia e atuação do Judiciário.