TSE confirma Douglas Ruas no Rio e fortalece Flávio Bolsonaro no segundo turno
Anulação de votos de Anthony Garotinho levou Douglas Ruas, do PL, à vitória no primeiro turno no Rio; resultados em São Paulo e Minas ampliam a base do partido.
As mudanças climáticas são apontadas por 41% dos brasileiros como a principal ameaça para o futuro, à frente de preocupações como perda do emprego e retrocesso na democracia. O resultado faz parte da pesquisa inédita Termômetro do Brasil, realizada pelo Instituto Oyá em parceria com a Ipsos e divulgada nesta semana.
Foto: Reprodução/TV Brasil
O levantamento ouviu 2 mil pessoas. Quando questionados sobre ameaças futuras para si e para suas famílias, 32% citaram a perda do emprego e o mesmo percentual mencionou o retrocesso na democracia. A deterioração da saúde aparece com 31%, seguida pela escassez de alimentos, com 30%, e pelo risco de uma pandemia, com 24%.
A pesquisa identificou uma diferença importante entre o que os brasileiros enxergam como ameaça para o futuro e aquilo que mais os preocupa no presente. Quando a pergunta trata das principais preocupações atuais, as mudanças climáticas aparecem apenas na nona posição, mencionadas por 14% dos entrevistados. As ameaças ao meio ambiente aparecem em décimo lugar, com 10%.
Preocupação com o futuro é diferente da urgência atual.
Foto: Divulgação/Prefeitura de São Lourenço do Sul.
Os resultados mostram que a questão climática ocupa espaço relevante na percepção de risco de longo prazo, mesmo sem aparecer entre as maiores preocupações imediatas da população.
Outro ponto abordado pelo estudo é a dificuldade para identificar conteúdos falsos. Em um experimento apresentado aos participantes, uma informação falsa sobre eventos climáticos extremos foi considerada verdadeira por 78% dos entrevistados.
O levantamento também aponta preocupação com novas formas de manipulação digital: 81% dos participantes manifestaram receio em relação ao uso de deepfakes e tecnologias de inteligência artificial para manipular imagens e vozes.
De acordo com a diretora-executiva do Instituto Oyá, Karina Camilo, os resultados indicam que o problema não está necessariamente na negação das mudanças climáticas, mas na exposição da população à desinformação.
O Termômetro do Brasil avaliou ainda a relação dos entrevistados com instituições e organizações. Segundo o estudo, 45% afirmaram confiar em organizações não governamentais.
A pesquisa também identificou distanciamento de formas tradicionais de participação política: 39% dos entrevistados disseram não ter interesse em atuar em campanhas ou partidos e 33% rejeitaram a participação em protestos de rua.
Para os responsáveis pelo estudo, os resultados reforçam a importância de ampliar o acesso a informações verificadas, especialmente diante da combinação entre eventos climáticos extremos, redes sociais, inteligência artificial e conteúdos falsos.