TSE confirma Douglas Ruas no Rio e fortalece Flávio Bolsonaro no segundo turno
Anulação de votos de Anthony Garotinho levou Douglas Ruas, do PL, à vitória no primeiro turno no Rio; resultados em São Paulo e Minas ampliam a base do partido.
A Polícia Federal intensificou as ações de combate a crimes eleitorais na reta final das Eleições 2026, com prisões, apreensões de grandes quantias em dinheiro e operações para investigar suspeitas de compra de votos em diferentes estados. Entre os casos registrados estão dinheiro escondido em meias em Roraima e a apreensão de cestas básicas, cadeiras de rodas, eletrodomésticos e outros bens no Pará.
A Polícia Federal intensificou as ações de combate a crimes eleitorais na reta final das Eleições 2026.
Foto: Divulgação/Polícia Federal
Em Roraima, a PF informou que 23 pessoas foram presas em flagrante na quinta-feira (1º), em duas ações relacionadas à suspeita de corrupção eleitoral. Em uma delas, um homem foi abordado com uma lista contendo nomes de eleitores e R$ 33.720. Em outra, 22 pessoas foram detidas durante a apuração de um suposto esquema em que eleitores teriam recebido R$ 400 em troca de votos.
Outro caso ocorreu na tarde desta sexta-feira (2), em Boa Vista. Dois homens apontados como cabos eleitorais ligados ao deputado federal Antonio Carlos Nicoletti (PL), candidato ao Senado por Roraima, foram presos pela Polícia Militar com R$ 30 mil escondidos nas meias, por dentro dos sapatos.
Em Roraima, a PF informou que 23 pessoas foram presas em flagrante na quinta-feira (1º), em duas ações relacionadas à suspeita de corrupção eleitoral.
Foto: Divulgação/Polícia Federal
Durante a abordagem, foram encontrados três pacotes com notas de R$ 100. Um dos homens carregava R$ 20 mil e o outro, R$ 10 mil. De acordo com informações prestadas pelos próprios detidos aos policiais e divulgadas pela imprensa, o dinheiro seria destinado à compra de votos, com pagamento de aproximadamente R$ 300 por eleitor. Os dois homens e o material apreendido foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal.
A vinculação do dinheiro ao candidato é uma alegação feita pelos detidos e permanece sob apuração. Até as informações consultadas, não havia posicionamento da campanha de Nicoletti sobre o episódio.
A Polícia Federal também informou que prendeu, nesta sexta-feira, um homem abordado após sacar aproximadamente R$ 49 mil em espécie em uma agência bancária. Ele foi autuado em flagrante por suspeita de corrupção eleitoral, enquanto a PF investiga a destinação dos recursos e possíveis coautores ou beneficiários.
Em Alto Alegre, outras duas pessoas foram presas e aproximadamente R$ 25 mil foram apreendidos. Parte do dinheiro estava dentro de um veículo e outros R$ 17,1 mil foram encontrados em um imóvel. Segundo a PF, os valores estavam separados em diferentes montantes e acompanhados de anotações com nomes de pessoas.
Neste sábado (3), a PF também deflagrou a Operação Moriarty, em Roraima, para investigar movimentações financeiras em espécie com possível vínculo eleitoral. A apuração teve início depois da apreensão de aproximadamente R$ 4 milhões, relacionada a uma operação de saque bancário. A corporação busca esclarecer a origem e a destinação do dinheiro e identificar eventuais envolvidos.
Em Marabá, no sudeste do Pará, a Polícia Federal deflagrou neste sábado a Operação Velha Política. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante a investigação de suspeitas de corrupção eleitoral.
Segundo informações, cestas básicas e cadeiras de rodas foram apreendidas no Pará.
Foto: Divulgação/Polícia Federal
Em um dos endereços, os agentes encontraram cestas básicas, cadeiras de rodas, cadeiras de banho, banheiras, eletrodomésticos, cobertores, geradores e outros bens. Documentos relacionados a campanha política e aparelhos eletrônicos também foram recolhidos.
De acordo com a investigação, os materiais podem ter relação com a oferta de vantagens a eleitores. A PF informou que as apurações continuam para identificar os responsáveis e eventuais beneficiários. A apreensão dos objetos, por si só, não comprova a prática de compra de votos, que ainda é objeto da investigação.
As ações fazem parte da fiscalização realizada pelas forças de segurança às vésperas do primeiro turno das Eleições 2026. A Polícia Federal mantém investigações sobre suspeitas de corrupção eleitoral, movimentação irregular de recursos e outras possíveis infrações relacionadas ao pleito.