TSE confirma Douglas Ruas no Rio e fortalece Flávio Bolsonaro no segundo turno
Anulação de votos de Anthony Garotinho levou Douglas Ruas, do PL, à vitória no primeiro turno no Rio; resultados em São Paulo e Minas ampliam a base do partido.
O preço do limão-tahiti permanece elevado mesmo após o período mais crítico da entressafra, pressionado pela menor disponibilidade de frutas no mercado. Chuvas acima da média no início do ano afetaram a florada, reduziram a oferta comercializável e dificultaram a colheita em importantes regiões produtoras de São Paulo.
Preço do limão está "azedo"
Foto: Plox Brasil
No cinturão cítrico paulista, responsável por cerca de 80% da produção nacional, o valor médio pago ao produtor pela caixa de 27,2 quilos passou de R$ 32,10 em junho para R$ 55,60 em julho e R$ 104,78 em agosto. A alta acumulada no intervalo foi de 226,4%. Em relação a agosto de 2025, o preço recebido pelo produtor ficou 71% maior neste ano. , em dados divulgados pela Agência Brasil.
Nos grandes mercados atacadistas, a escalada foi ainda mais intensa. Na Ceagesp, em São Paulo, a cotação saiu de R$ 1,82 por quilo no começo da entressafra, em maio, para R$ 8,62 no fim de setembro — avanço de 374%. Na CeasaMinas, na Grande Belo Horizonte, o preço passou de R$ 2,50 para R$ 8,50 por quilo, aumento de 240%. Os valores atacadistas servem como referência para supermercados, feiras, sacolões, bares e restaurantes, mas podem variar no varejo.
Em condições habituais, o pico da safra do limão ocorre em janeiro e fevereiro. A produção diminui nos meses seguintes, e a entressafra se concentra entre o fim de maio e meados de setembro. Neste ano, porém, a oferta caiu mais do que o esperado porque a umidade excessiva e os dias nublados prejudicaram a qualidade visual das frutas e tornaram a retirada da produção mais difícil.
As áreas de Matão e Bebedouro, no interior paulista, foram as mais afetadas. Juntas, elas concentram aproximadamente 68% da área de produção de limões e limas do cinturão cítrico, onde o limão-tahiti representa 88% dos frutos cultivados. Também há produção em municípios como Limeira, Votuporanga e São José do Rio Preto, em menor participação.
Além do clima, o mercado enfrenta a concorrência entre o consumo interno e as exportações. Cerca de 11% da safra brasileira é direcionada ao exterior, principalmente para países europeus. A demanda doméstica também cresceu com o calor registrado em agosto e setembro, período em que bebidas e preparos com limão costumam ter maior procura.
A expectativa é de alívio mais consistente até o fim de 2026, com a entrada da nova safra. A florada de julho, afetada pelas chuvas em Matão e Bebedouro, deve começar a gerar volume relevante apenas a partir de meados de novembro. Embora as cotações na Ceagesp tenham recuado na última semana de setembro, ainda não há confirmação de que a tendência de queda será mantida. Especialistas também veem risco para a próxima safra caso haja calor intenso e déficit hídrico no começo de 2027; a Conab avalia, no entanto, que o El Niño teve influência limitada sobre a produção neste ano.