Urna eletrônica completa 30 anos e chega às Eleições 2026 com novos recursos

Equipamento terá nova interface e recursos de acessibilidade no primeiro turno, marcado para este domingo (4).

03/10/2026 às 09:59 por Redação Plox

Às vésperas do primeiro turno das Eleições 2026, neste domingo (4), a urna eletrônica completa 30 anos de uso no Brasil. O equipamento estreou nas eleições municipais de 1996 e mudou a forma de votação e, principalmente, o tempo necessário para a apuração dos resultados no país. 

Às vésperas do primeiro turno das Eleições 2026, neste domingo (4), a urna eletrônica completa 30 anos de uso no Brasil.

Foto: Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil


Antes da informatização, os votos eram registrados em cédulas de papel e contabilizados manualmente. A apuração podia levar dias ou até semanas e estava sujeita a erros e fraudes documentadas historicamente. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desde a adoção das urnas eletrônicas, não houve comprovação de fraude capaz de alterar resultados produzidos pelo sistema.

De 1996 à votação totalmente eletrônica

A primeira eleição com urnas eletrônicas ocorreu em 1996, quando o equipamento ainda era chamado oficialmente de Coletor Eletrônico de Votos (CEV). Naquele pleito, cerca de 30% do eleitorado utilizou a nova tecnologia. 

De 1996 à votação totalmente eletrônica.

Foto: Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil


A implantação avançou nos anos seguintes até que, nas eleições municipais de 2000, o sistema eletrônico passou a alcançar os eleitores de todo o país. Desde então, diferentes gerações do equipamento incorporaram recursos como exibição da fotografia dos candidatos, biometria e maior capacidade de processamento.

Uma das principais mudanças foi a velocidade da apuração. Resultados que anteriormente demoravam dias passaram a ser conhecidos poucas horas depois do encerramento da votação.

Urna funciona sem conexão com a internet

De acordo com o TSE, a urna eletrônica funciona off-line e não é conectada à internet durante a votação. Os sistemas eleitorais utilizam mecanismos como criptografia, assinaturas digitais e verificação de autenticidade dos arquivos. 

Urna funciona sem conexão com a internet.

Foto: Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil


O processo eleitoral também prevê 40 oportunidades de auditoria e fiscalização ao longo do ciclo eleitoral. Entre as entidades autorizadas a fiscalizar diferentes etapas estão partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Polícia Federal e outras instituições previstas nas normas eleitorais.

Depois do encerramento da votação, cada urna gera o Boletim de Urna (BU), documento que apresenta o resultado daquela seção. Uma via é disponibilizada no próprio local de votação, permitindo a comparação posterior com os dados recebidos pelo sistema de totalização.

Eleições 2026 trazem mudanças na tela

No ano em que completa três décadas, a urna chega às Eleições 2026 com uma interface renovada. Entre as novidades estão uma barra de progresso na parte superior da tela, novas fontes para facilitar a leitura e ampliação do uso de intérpretes de Libras.

A barra permite acompanhar quais etapas da votação já foram concluídas e quais cargos ainda serão apresentados. A Justiça Eleitoral também adotou a fonte Atkinson Hyperlegible, desenvolvida para melhorar a legibilidade, especialmente para pessoas com deficiência visual.

As mudanças estarão disponíveis aos eleitores que forem às urnas neste domingo para escolher presidente da República, governador, senadores e deputados federais e estaduais ou distritais.

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