TSE confirma Douglas Ruas no Rio e fortalece Flávio Bolsonaro no segundo turno
Anulação de votos de Anthony Garotinho levou Douglas Ruas, do PL, à vitória no primeiro turno no Rio; resultados em São Paulo e Minas ampliam a base do partido.
Às vésperas do primeiro turno das Eleições 2026, neste domingo (4), a urna eletrônica completa 30 anos de uso no Brasil. O equipamento estreou nas eleições municipais de 1996 e mudou a forma de votação e, principalmente, o tempo necessário para a apuração dos resultados no país.
Às vésperas do primeiro turno das Eleições 2026, neste domingo (4), a urna eletrônica completa 30 anos de uso no Brasil.
Foto: Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil
Antes da informatização, os votos eram registrados em cédulas de papel e contabilizados manualmente. A apuração podia levar dias ou até semanas e estava sujeita a erros e fraudes documentadas historicamente. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desde a adoção das urnas eletrônicas, não houve comprovação de fraude capaz de alterar resultados produzidos pelo sistema.
A primeira eleição com urnas eletrônicas ocorreu em 1996, quando o equipamento ainda era chamado oficialmente de Coletor Eletrônico de Votos (CEV). Naquele pleito, cerca de 30% do eleitorado utilizou a nova tecnologia.
De 1996 à votação totalmente eletrônica.
Foto: Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil
A implantação avançou nos anos seguintes até que, nas eleições municipais de 2000, o sistema eletrônico passou a alcançar os eleitores de todo o país. Desde então, diferentes gerações do equipamento incorporaram recursos como exibição da fotografia dos candidatos, biometria e maior capacidade de processamento.
Uma das principais mudanças foi a velocidade da apuração. Resultados que anteriormente demoravam dias passaram a ser conhecidos poucas horas depois do encerramento da votação.
De acordo com o TSE, a urna eletrônica funciona off-line e não é conectada à internet durante a votação. Os sistemas eleitorais utilizam mecanismos como criptografia, assinaturas digitais e verificação de autenticidade dos arquivos.
Urna funciona sem conexão com a internet.
Foto: Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil
O processo eleitoral também prevê 40 oportunidades de auditoria e fiscalização ao longo do ciclo eleitoral. Entre as entidades autorizadas a fiscalizar diferentes etapas estão partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Polícia Federal e outras instituições previstas nas normas eleitorais.
Depois do encerramento da votação, cada urna gera o Boletim de Urna (BU), documento que apresenta o resultado daquela seção. Uma via é disponibilizada no próprio local de votação, permitindo a comparação posterior com os dados recebidos pelo sistema de totalização.
No ano em que completa três décadas, a urna chega às Eleições 2026 com uma interface renovada. Entre as novidades estão uma barra de progresso na parte superior da tela, novas fontes para facilitar a leitura e ampliação do uso de intérpretes de Libras.
A barra permite acompanhar quais etapas da votação já foram concluídas e quais cargos ainda serão apresentados. A Justiça Eleitoral também adotou a fonte Atkinson Hyperlegible, desenvolvida para melhorar a legibilidade, especialmente para pessoas com deficiência visual.
As mudanças estarão disponíveis aos eleitores que forem às urnas neste domingo para escolher presidente da República, governador, senadores e deputados federais e estaduais ou distritais.