STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Uma organização criminosa sediada em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foi desmantelada nesta segunda-feira (2) durante a Operação Hybris, realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). De acordo com as investigações, o grupo emitiu mais de 500 notas fiscais fraudulentas, com um valor total que ultrapassa R$ 136 milhões. A estratégia era utilizar esses documentos para “esquentar” produtos roubados, principalmente tratores e maquinários agrícolas.

A operação resultou no cumprimento de dez mandados de prisão e 21 de busca e apreensão em diversos estados brasileiros. Segundo o MPMG, a quadrilha criava empresas fictícias para gerar as notas fiscais eletrônicas falsas (NFA-e), usando dados de terceiros, como identidades, números de telefone e e-mails.
O grupo operava em Uberlândia, mas registrou empresas falsas em estados como Maranhão, Rondônia, Rio de Janeiro e Amazonas, expandindo suas atividades criminosas por várias regiões do país.
Os mandados foram executados em cidades mineiras, como Patos de Minas, Uberlândia e Uberaba, além de localidades em Goiás (Goiânia, Santa Helena de Goiás e Bom Jesus de Goiás), no Distrito Federal e no Pará, em Eldorado dos Carajás.
A Operação Hybris foi coordenada pelo Grupo de Apoio Especial ao Crime Organizado (Gaeco) de Patos de Minas, em conjunto com a Polícia Militar de Minas Gerais e com o apoio de Gaecos de Uberlândia, Uberaba, Goiás, Pará e Distrito Federal.
Conforme explicou o MPMG, o esquema tinha como objetivo dissimular a origem, natureza e propriedade dos bens roubados, dando aparência de legalidade a produtos provenientes de furtos e roubos.