Corregedor do TSE suspende bloqueio e libera canal de Janones no WhatsApp
Decisão provisória permite a retomada das atividades do "Exército do Lula"; caso ainda será analisado pelo plenário do TSE.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, assinou duas portarias que determinam a demissão de Alexandre Ramagem e Anderson Torres dos quadros da Polícia Federal (PF). A decisão foi formalizada no início da tarde desta quarta-feira (3).
Anderson Torres ao lado de Alexandre Ramagem
Foto: Agência Brasil
Os dois ex-delegados da PF foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação em uma trama de golpe. A Corte já havia determinado a perda dos cargos de ambos, o que agora é efetivado pelas portarias assinadas pelo ministro.
De acordo com as portarias, cabe ao ministro da Justiça realizar o ato de destituição, com respaldo em pareceres do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Controladoria-Geral da União e da Advocacia-Geral da União. Os documentos ressaltam que a medida cumpre determinação expressa do STF.
Alexandre Ramagem ingressou na Polícia Federal em 2005 e chegou a dirigir a Abin durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele é apontado atualmente como foragido nos Estados Unidos.
Anderson Torres entrou na PF em 2003, após atuar como papiloscopista na Polícia Civil do Distrito Federal. No governo Bolsonaro, ocupou o cargo de ministro da Justiça e, em 8 de janeiro de 2023, estava à frente da Secretaria de Segurança Pública do DF.