Política

Ataque dos EUA em Caracas mata 40, captura Maduro e leva Washington a assumir comando da Venezuela

Operação Absolute Resolve, apoiada por tropas de elite e inteligência da CIA, resulta na prisão de Nicolás Maduro, no controle americano sobre instalações petrolíferas e levanta questionamentos internacionais sobre soberania e estabilidade regional

04/01/2026 às 07:12 por Redação Plox

Um ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela neste sábado (3) deixou 40 mortos, segundo informações do jornal americano The New York Times. A ofensiva atingiu diferentes áreas de Caracas e resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, que foram levados para Nova York em um navio de guerra norte-americano.

De acordo com o jornal, a ação marca uma escalada sem precedentes na crise entre Washington e Caracas, com impacto direto sobre a liderança política venezuelana e o controle de ativos estratégicos do país, como o petróleo.

O ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela neste sábado (3) deixou 40 mortos, informou o jornal americano The New York Times

O ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela neste sábado (3) deixou 40 mortos, informou o jornal americano The New York Times

Foto: Redes sociais


Trump anuncia controle temporário da Venezuela

Após a operação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o governo americano passaria a comandar a Venezuela até a transição de poder e assumiria o controle das instalações petrolíferas do país. Ele também reiterou acusações anteriores de que Maduro lideraria um cartel de narcotráfico na região.

Operação era preparada há meses

Segundo relatos publicados pelo The New York Times, a ofensiva vinha sendo planejada há meses, em paralelo a intensas operações marítimas próximas à costa venezuelana. A ação foi executada nas primeiras horas do sábado, recebeu o nome de Operação Absolute Resolve e envolveu tropas de elite, como a Delta Force, além de apoio de inteligência da CIA.

Fontes familiarizadas com o assunto relataram que o planejamento incluiu a construção de uma réplica do esconderijo de Maduro, usada para treinos de entrada em sua residência fortificada. A CIA teria mantido agentes em solo venezuelano desde agosto, coletando informações sobre a rotina do presidente, o que teria facilitado sua captura.

De acordo com outras fontes citadas pela agência Reuters, a operação contou também com um informante próximo a Maduro, responsável por indicar sua localização exata no momento da ofensiva. Trump aprovou a missão quatro dias antes da execução, mas equipes militares e de inteligência recomendaram aguardar condições climáticas mais favoráveis para o início da ação.

Nicolás Maduro e sua esposa II

Nicolás Maduro e sua esposa II

Foto: Reprodução/Instagram


Recompensa e pressão crescente sobre Maduro

A pressão dos Estados Unidos sobre o governo Maduro se intensificou a partir de agosto, quando Washington elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano. Naquele período, o governo americano reforçou sua presença militar no Mar do Caribe, inicialmente sob o argumento de combater o narcotráfico internacional.

Com o passar dos meses, autoridades norte-americanas ouvidas sob condição de anonimato passaram a afirmar que o objetivo final era a derrubada do governo Maduro, em um cenário de crescente isolamento diplomático e sanções econômicas.

Como foi a ofensiva em Caracas

A operação teve início na madrugada deste sábado, com bombardeios e incursões pontuais em Caracas, e se estendeu por várias horas. Trump acompanhou o desenrolar da missão ao vivo, ao lado de assessores, a partir de seu clube em Mar-a-Lago, na Flórida.

As forças americanas conseguiram localizar e capturar Nicolás Maduro e sua esposa, retirando-os da Venezuela e transferindo-os diretamente para território dos Estados Unidos. O número de mortos, segundo o The New York Times, inclui combatentes e civis.

Até o momento, autoridades americanas não divulgaram um balanço oficial da operação, e o governo venezuelano também não se pronunciou sobre as baixas ou sobre as condições em que se deu a captura do presidente.

Repercussão e questionamentos internacionais

A ação militar dos Estados Unidos já provoca reações de governos estrangeiros e de organismos internacionais, que levantam dúvidas sobre a legalidade da ofensiva, seus efeitos sobre a soberania da Venezuela e o impacto na estabilidade regional.

Para analistas, a intervenção representa um ponto de inflexão na política externa norte-americana em relação à América Latina, ao configurar uma ação militar direta de grande escala contra um país soberano, com desdobramentos diplomáticos e jurídicos ainda em curso.

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